Entrevista com o deputado estadual Roberto Hashioka, no Jornal da Top

Rede Top FM

Nesta terça-feira (3), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), que tratou sobre a sua trajetória política, projetos legislativos e aspirações para as eleições de 2026, bem como o desenvolvimento regional, as melhorias na infraestrutura e um forte posicionamento contra a corrupção e a ineficiência governamental.

“Sou deputado estadual e engenheiro rodoviário, trabalhando no antigo Departamento de Estradas de Rodagem desde 1981 e atuando na região do Vale do Ivinhema por 15 anos. Também fui prefeito de Nova Andradina (MS), secretário estadual e presidente de órgãos públicos”, recordou.

Ele reforçou que seu mandato como deputado estadual tem sido focado no desenvolvimento do Estado, priorizando a infraestrutura e logística. “No caso da duplicação da BR-163, uma rodovia de 845 km que corta o Estado de norte a sul, as obras foram retomadas, mas apenas 350 km, deixando mais de 470 km perigosos, especialmente na região sul, que possui topografia acidentada e trechos sem acostamento”, criticou.

O parlamentar expressou preocupação com a falta de expectativa de duplicação em trechos significativos de rodovias estaduais concedidas como MS-262, MS-267 e MS-040, que são cruciais para a Rota Bioceânica. “Defendendo a construção e melhoria de rodovias e ferrovias, assim como utilização de hidrovias, dado o potencial dos rios do Mato Grosso do Sul”, pontuou.

Sobre o furto de fios da rede elétrica e telefônica, Roberto Hashioka propôs a instalação subterrânea da fiação elétrica e de comunicação em áreas urbanas. “Melhoria estética nas ruas e elimina os conflitos com árvores, aumentando a segurança (prevenção de interrupções por vendavais e roubo de fios de cobre). Além disso, é financeiramente viável e uma questão de prioridade, devendo ser implementado primeiramente em novos bairros e, subsequentemente, em áreas mais antigas”, argumentou.

Na parte de política, o deputado estadual anunciou a pré-candidatura a deputado federal pelo União Brasil, buscando uma representação mais elevada no Congresso Nacional. “Minha experiência política e de gestão me qualificaria para contribuir no cenário nacional. Desejo chegar às estrelas”, brincou, referindo-se ao fato de não ser suplente novamente, como em 2010, quando obteve 40 mil votos para deputado federal.

Ele destacou a diferença de recursos que um deputado estadual tem acesso – R$ 4 milhões em emendas -, enquanto um federal tem entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões (entre emendas individuais e de bancada), que são impositivas. “Expresso minha indignação com a percepção negativa da sociedade sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que contribuem de forma muito negativa”, falou.

O parlamentar criticou o que considera disparidades salariais excessivas, exemplificando com um contrato de assessoria jurídica de um ministro no valor de R$ 3,6 milhões, contrastando com o salário mínimo do trabalhador com carteira assinada. “A alta inflação e a corrupção destroem a moral de um povo, como a baixa classificação do Brasil no índice de transparência de corrupção. O Congresso, como espaço de debate, precisa de vozes independentes e sem complicadores para fiscalizar e garantir um futuro melhor para o país”, ressaltou.

Com relação à candidatura da esposa, a ex-deputada estadual Dione Hashioka (União Brasil), Roberto Hashioka revelou que ela também se colocou como pré-candidata a deputada estadual a convite do governador Eduardo Riedel (PP). O deputado estadual ainda se posicionou como de centro-direita, defendendo a austeridade e a responsabilidade fiscal.

“Sou contra o populismo e o paternalismo desenfreado, pois a sociedade precisa entender a importância do trabalho e da contribuição. A grave crise da Previdência no Brasil e em Mato Grosso do Sul, causada pela maior longevidade e menor número de contribuintes ativos, está exacerbando o déficit previdenciário. Não há almoço grátis e as políticas populistas geram uma conta a ser paga futuramente”, alertou.

A respeito do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, ele considerou possível a mudança para a escala 5×2 (cinco dias de trabalho por dois de folga), mas se opõe à escala 4×3. “Há a necessidade de compensações para as empresas, como a desoneração dos custos trabalhistas, devido à alta carga tributária e à baixa competitividade do Brasil. A mudança deve preservar empregos e apoiar os empresários, que arriscam capital e patrimônio”, argumentou.

Assista a entrevista completa pelo link:

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