O presidente da Associação Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, ingressou com uma ação judicial contra o portal Midiamax. A medida foi tomada após a publicação de uma reportagem que vinculou seu nome e o da instituição a uma investigação criminal com a qual não possuem envolvimento.
A ação, que tramita sob o número 4029817-27.2026.8.26.0100, foi protocolada após a confirmação oficial de que não existe qualquer vínculo entre o dirigente, a associação e o processo em questão.
A inexistência de ligação foi ratificada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, órgãos responsáveis pela referida investigação. Segundo a defesa, mesmo após a confirmação oficial da inocência, o conteúdo foi publicado e replicado por outros veículos, ampliando os danos à imagem.
Acusação de “abuso no direito de informar”
O departamento jurídico da Dakila classifica o episódio como um “abuso da imprensa no direito de bem informar”, apontando exposição indevida e prejuízo institucional decorrentes de uma divulgação feita sem a devida checagem junto às autoridades competentes.
A ação judicial não se limita ao veículo que publicou a matéria originalmente, buscando também a responsabilização de quem reproduziu o conteúdo. Segundo os advogados, a circulação em cadeia intensificou os impactos morais e institucionais, influenciando a opinião pública com base em informações que divergem dos registros oficiais.
Declaração de Urandir Fernandes
Em nota, Urandir afirmou que a decisão de judicializar o caso foi motivada por necessidade de defesa, e não por desejo de confronto:
“Eu não gosto de conflito. Nunca construí minha trajetória atacando ninguém. Mas, quando associam meu nome e o trabalho da Dakila a algo que não corresponde à realidade, tenho a obrigação de reagir.”
O dirigente também criticou o que considera uma prática recorrente em parte da mídia: “Criam narrativas para pressionar ou constranger quem está sendo exposto. Muitas vezes tentam induzir a opinião pública. Comigo esse mecanismo não funciona.”
O caso reacende a discussão sobre os limites entre a liberdade de informação e a responsabilidade editorial. Embora a Constituição assegure o direito de informar, ela também protege a honra e a imagem individual.






