O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) foi o entrevistado de ontem (11) do Jornal da Top, da Rede Top FM, e garantiu que é candidato ao Senado Federal nas eleições gerais do próximo ano. Ele também destacou que o PT espera a definição do governador Eduardo Riedel (PSDB) sobre qual partido pretende ingressar para só então bater o martelo se vai ou não lançar um candidato ao governo de Mato Grosso do Sul.
“O PT tem duas prioridades: a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a eleição de um senador novamente no Estado. Essas são as prioridades que nós estamos construindo. Por isso, eu sou candidato ao Senado. Depois de seis mandatos como deputado federal, eu me sinto preparado e respaldado para essa disputa”, assegurou.
Vander Loubet completou que, se pegar o histórico de Mato Grosso do Sul, é possível verificar que sempre teve a renovação de dois terços do Senado. “Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), elegeu o Ramez Tebet e tirou o Rachid Saldanha Derzi, que já tinha anos de mandato. Depois, o Jair Bolsonaro (PL) elegeu a senadora Soraya Thronicke (Podemos) e, agora, nós vamos viver esse cenário novamente. Portanto, eu acredito que o meu perfil está preparado para esse enfrentamento”, argumentou.
O deputado federal reforçou que o PT tem de 350 a 400 mil votos no Estado e acredita que o presidente Lula vai chegar no imaginário das pessoas em uma condição muito favorável à reeleição. “E isso vai me facilitar a buscar o segundo voto ao Senado com os prefeitos porque eles vão olhar que o Vander é um cara que sempre colocou investimento aqui, independentemente de qualquer coisa, e conhece Brasília como ninguém. Além disso, é do partido do presidente”, destacou.
Ele prosseguiu, lembrando que, no meio de 513 deputados federais, já consegue a liberação de recursos para os municípios de Mato Grosso do Sul, imagina então no Senado, com apenas 81 senadores. “Com toda a humildade, conheço Brasília, sei como funciona e, no Senado, com só 81, pensa o quanto vou poder ajudar o nosso Estado, sendo um senador do partido do presidente, que vai ter pelo menos 15 senadores?”, questionou.
Com essa projeção, Vander Loubet acredita que não é improvável que ele seja um dos dois senadores que os eleitores de Mato Grosso do Sul vão eleger em 2026. “Acho que nesse sentido – e trabalho construindo esse cenário -, eu acho que a minha possibilidade de ser senador, mesmo sabendo que é uma eleição difícil, amplia muito. Acredito que tenho muita chance”, projetou.
Governo Riedel
O deputado federal também falou sobre a permanência ou não do PT na base do governador Eduardo Riedel (PSDB), que está em via de trocar de legenda e teria como destino mais provável o PP da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e Pecuária no governo de Jair Bolsonaro.
“Nós do PT temos um respeito muito grande pelo governador Riedel e, por isso, vamos aguardá-lo para decidir para qual partido ele vai. Nós, evidentemente, temos decidido o seguinte: se o Riedel sinalizar de que pode abrir o palanque para o Lula, nós temos o interesse de construir uma frente democrática mais ampla possível, caso contrário, nós vamos ter uma candidatura a governador aqui no Estado, como sempre tivemos”, avisou.
Ele lembrou que o PT tem uma história de serviço prestado e, por isso, mantém uma interlocução forte com a população, até porque já governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos. “Eu acredito muito que caldo de galinha e paciência sempre é bom. Por isso, vamos aguardar esse desdobramento e ao mesmo tempo ir construindo essa frente democrática com todos aqueles que queiram ficar com o Lula. Não é só do PT, nós queremos atrair outros partidos também”, garantiu.
Vander Loubet citou que o ex-deputado federal Fábio Trad é um quadro que interessa ao PT e o partido está dialogando com ele. “O Fabinho tem um compromisso de estar discutindo conosco, se possível vir para o PT, sem a condição de ser o candidato a governador, vir para o PT e se colocar à disposição. Se é para ser candidato a deputado federal, se é para ser candidato, em uma necessidade, a governador, ele também topa discutir, conversar sobre isso”, revelou.
Além disso, prosseguiu o parlamentar, o PT também tem o nome da ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), como opção para sair candidata a governadora do Estado. “Lula tem dado todo o suporte para ela e a Simone também tem feito um trabalho importantíssimo. Eu constatei muito bem isso na audiência de quarta-feira (9) que participei lá em Brasília (DF), quando ela fez uma exposição das cinco rotas de saída para o Oceano Pacífico”, lembrou.
Ainda sobre o governador Riedel, o deputado federal lembrou que ele convidou o PT para ir para o governo porque sabe o quanto o partido foi decisivo no segundo turno da eleição de 2022. “Eu defendi a entrada do PT no governo dele porque poderíamos ocupar alguns espaços estratégicos importantes e foi o que aconteceu. Além disso, o Riedel foi muito justo com o Lula até aqui porque nem todos os governadores reconhecem as ações do governo federal nos seus estados dando crédito ao presidente. E isso a gente tem tido aqui no Estado, essa lealdade”, analisou.
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