A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana entrevistando, nesta sexta-feira (22), o presidente da CDL-CG (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande), Adelaido Vila, que falou da importância do setor comercial para a economia do município.
“Minha busca incessante é demonstrar para o poder público que o que gera riqueza para uma cidade não é a Secretaria de Finanças, mas o setor produtivo. Acredito que a gente deixou algumas informações importantes e relevantes nesse sentido para que o gestor entendesse. Só que é o seguinte, você só consegue medicar quem quer tomar remédio, quando o médico receita o medicamento e a pessoa não toma, aí não adianta. Não tem como, não tem como curar”, declarou.
Ele destacou que, lamentavelmente, na prática, a gente está vendo que não se entendeu claramente o tanto que é importante o fortalecimento do setor comercial como uma forma de gerar riqueza e condição para o gestor municipal administrar a cidade. “A gente não vê uma política, nós estamos aí muito próximos dos 126 anos de idade da Capital e nós não temos uma ação que valorize, que reconheça quem produz em Campo Grande, você não vê nenhuma”, criticou.
Adelaido Vila reforçou que fala em nome do setor comercial, que representa 80% do PIB (Produto Interno Bruto) de Campo Grande. “Você vê maquiagens de praças, você vê uma série de coisas sendo entregues aí, alguns pedacinhos de asfalto, que não é mais do que uma obrigação, mas você não vê uma ação contundente que dependa de uma caneta que valorize o setor produtivo de Campo Grande”, cobrou.
Na entrevista, o presidente da CDL ainda abordou a questão da revitalização da região central de Campo Grande. “Na verdade, a revitalização do centro não foi uma revitalização foi uma mudança total de sentido das coisas. Nós ali no centro, nós estamos vindo desde o momento do fechamento da antiga rodoviária, que impactou diretamente. A rodoviária era um ponto importante para o centro de Campo Grande porque nela chegavam às pessoas de todo o Estado, chegava o transporte municipal ali, os ônibus de transbordo, e nós perdemos tudo isso”, lamentou.
Hoje, conforme ele, as pessoas que querem chegar ao centro de Campo Grande do interior do Estado têm de descer em uma rodoviária, cuja trajeto até o centro custa pelo menos R$ 50 por meio de carro de aplicativo. “Ou então ele vem de van e aí se estiver chovendo ele toma toda aquela chuva, porque não tem lugar para estacionar essa van. Então veja, começa dali a demanda e a hora que você tira a Rua 14 de Julho, que sempre foi para nós um eixo para atravessar a cidade de norte a sul, isso tudo acabou. A gente na época inclusive debatia sobre a questão, defendendo muito a rua com calçadas largas para que o pedestre pudesse transitar, dando como exemplo a Rua Barão do Rio Branco. Se a rua é larga e a calçada também é larga para pedestre se locomover, dizemos que a rua é rica”, pontuou.
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