A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana nesta sexta-feira (29) entrevistando a assessora-chefe na Secretaria Executiva da Mulher de Campo Grande, Viviane Moura de Azevedo Tobias, mais conhecida como “Vivi Tobias”, que teve sua jornada política impulsionada pelo patriotismo resgatado pelo ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL).
“Como conservadora cristã, busco ser a voz daqueles que não têm voz, especialmente dos bebês no ventre, através de um forte ativismo pró-vida e combate ao aborto. Considero a maternidade o cargo mais importante e de maior sucesso em minha vida e gosto de destacar a família como a instituição mais forte e poderosa que existe”, afirmou.
De acordo com ela, as mulheres trabalham por necessidade e não por conquista. “Eu contesto a narrativa feminista de que a entrada da mulher no mercado de trabalho foi uma conquista de direito. A mulher foi impulsionada pela necessidade (guerras, revolução industrial), assim como os homens. No Brasil, a maioria das mulheres, e os homens também, trabalha para suprir as necessidades da família, ganhando menos de R$ 3 mil por mês. Isso não é empoderamento”, ressaltou.
Na avaliação de Vivi Tobias, as mulheres estão se “masculinizando” ao assumir “trabalhos pesados” por necessidade, embora considere virtuoso o trabalho feminino que ajuda a família. “O homem tem um papel fundamental na natureza e no mundo que é manter a ordem e a segurança da família. Eles executaram e executam os trabalhos mais árduos e perigosos que construíram a infraestrutura da sociedade”, assegurou.
A assessora-chefe na Secretaria Executiva da Mulher de Campo Grande considera que a educação no Brasil, influenciada pelo progressismo e Paulo Freire, é um “projeto” feito para falhar, visando criar militantes de esquerda e “crianças sem identidades”. “Eu também critico o ensino de sexualidade, como falar sobre o uso de camisinha aos 13 anos de idade nas escolas. Isso é uma interferência na educação moral e cristã que deve ser dada pelos pais”, argumentou.
Sobre sua atuação no cargo que ocupa, Vivi Tobias disse que a Secretaria Executiva da Mulher oferece acolhimento para mulheres vítimas de violência e apoia aquelas que buscam recomeçar a vida. “Nós também disponibilizamos cursos profissionalizantes, como fazer sobrancelha e de manicure, para mulheres empreendedoras, ajudando-as a alcançar independência financeira e sair de ciclos de violência”, pontuou.
Já o “Projeto Meninas Fortes”, conforme ela, é uma idealização da prefeita Adriane Lopes (PP) que visa orientar meninas, especialmente da periferia, para que não se tornem vítimas, busquem um futuro melhor, prosperem, trabalhem e dignifiquem suas famílias, quebrando padrões de violência e não-prosperidade.
A entrevistada ainda reafirmou seu engajamento com pautas conservadoras e cristãs, visando ser a voz dos que não têm e levar luz onde há escuridão. A respeito de suas aspirações políticas para 2026, Vivi Tobias revelou que tem a intenção de disputar uma vaga ao Senado para representar a direita.
“Meu compromisso é com os patriotas do 8 de janeiro de 2023 e também tenho coragem para pedir impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Por isso, coloco o nome à disposição do PL, partido do meu presidente Bolsonaro, mas com o qual estou preocupada com os possíveis acordos com o PSDB. O partido não pode massacrar ou sufocar os membros que são genuinamente de direita e conservadores”, alertou.
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