A filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja no PL vai esvaziar o PSDB em Mato Grosso do Sul, que até a metade deste ano era o maior partido com 46 prefeitos dos 79 municípios. A meta de Azambuja é levar para o PL uma grande tropa de prefeitos tucanos.
Azambuja recebeu a missão do ex-presidente Jair Bolsonaro de comandar o PL em Mato Grosso do Sul. A sua filiação estava inicialmente agendada para o dia 12. Mas foi cancelada, porque no mesmo dia, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai sentenciar Bolsonaro do julgamento do plano de golpe de Estado. Uma nova data foi marcada para o dia 21.
O ato de filiação será grande ato político. Essa é a ideia, porque todos já estão incorporados com espírito de campanha eleitoral. Azambuja disse que na próxima semana terá a definição das lideranças que participarão da solenidade e dos prefeitos comprometidos em acompanhá-lo ao PL. A programação inicial era contar com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como ele está em prisão domiciliar, é provável a presença de Michele Bolsonaro, um dos nomes do partido para a corrida presidencial.
Uma das metas de Azambuja é transformar o PL no maior partido de Mato Grosso do Sul como fez com PSDB. E, também, terá a missão de ajudar o partido a eleger maior bancada de deputados federais e estaduais.
Com PL, Azambuja apoiará a reeleição do seu afilhado político, governador Eduardo Riedel, que seguiu outro rumo. Ele foi para o PP. São dois partidos com o mesmo ideal ideológico.
Azambuja será candidato ao Senado com o carimbo do bolsonarismo. E dentro desse contexto político, o Ranking estará divulgando nova rodada de pesquisa eleitoral na próxima segunda-feira.
Adilson Trindade







