A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, nesta segunda-feira (8), entrevistando o ex-governador Reinaldo Azambuja, que falou do seu legado político e as conquistas administrativas como chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul por oito anos, com ênfase no desenvolvimento econômico, especialmente na agroindustrialização, e os desafios atuais do setor agropecuário.
“Como prefeito de Maracaju, saímos da 17ª para a 9ª economia do Estado à época, um governo que olhou as necessidades das pessoas, depois daquele desafio, fui deputado estadual, deputado federal e depois governador. Acho que Mato Grosso do Sul, nos oito anos em que governamos, realmente implantei políticas públicas efetivas e duradouras que perduram até hoje, com o governador Eduardo Riedel (PP), que me sucedeu e fez parte da minha equipe de governo. Foram mudanças conceituais, as reformas estruturantes do Estado, de forma administrativa, reforma previdenciária, uma reforma fiscal, instituição de teto de gastos para controle da despesa e os avanços dos investimentos. Com isso, veio o municipalismo, com o governo presente nas 79 cidades, levando os programas sociais, o Mais Social e o Energia Social, que levou energia de graça para as famílias com maior vulnerabilidade social”, recordou.
Para Azambuja, a transformação do Estado foi uma conquista de todos. “Foi feito a duras penas no início, com as reformas estruturantes. Não é fácil reformar, reformar é difícil. Se você vai reformar uma casa, é sempre complicado. E nós tivemos que reformar o Estado, algo que mudou o perfil de Mato Grosso do Sul. E hoje a gente colhe os frutos, tendo o maior investimento per capita, a segunda menor taxa de pobreza, o maior crescimento de PIB dos estados brasileiros e praticamente pleno emprego. Isso tudo é uma conquista de todos nós, eu acho que tivemos participação, mas ninguém faz nada sozinho, a equipe ajudou, o planejamento orientou e coragem para enfrentar as reformas que tinha que enfrentar a época e que, graças a Deus, funcionaram bem, deu certo e hoje Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais cresce no Brasil”, assegurou.
Mudança de partido
Ainda durante a entrevista, o ex-governador falou sobre a troca do PSDB pelo PL. “Fui convidado a me filiar ao PL pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, com o aval do senador Rogério Marinho (RN). Após 30 anos no PSDB, percebi que o partido não se reciclou, deslocou-se para a centro-esquerda nacionalmente e encolheu, tornando o PL um novo desafio alinhado com as minhas convicções de direita. A filiação ocorrerá em 21 de agora, com a presença de lideranças nacionais e a expectativa de filiação de cerca de 18 prefeitos”, destacou.
Sobre a missão que terá no PL, Azambuja disse que o seu principal objetivo é fortalecer o partido, tornando a legenda uma sigla mais robusta, com maior estrutura e representatividade no Estado (mais prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, e no Senado). “Há um compromisso com a reeleição do governador Eduardo Riedel e a minha estratégia é organizar um palanque forte de direita e centro-direita para combater o inimigo comum, que é a possibilidade de um ‘Lula 4’ (reeleição do atual presidente da República), que considero muito prejudicial ao Brasil”, ressaltou.
A respeito da estratégia política para Mato Grosso do Sul, ele disse que vai buscar agregar lideranças de partidos alinhados, como PP, União Brasil, Republicanos e parte do MDB, para formar um palanque de centro-direita robusto. O político ainda comentou sobre aparecer bem nas pesquisas para o Senado, o que vê como reconhecimento do trabalho e avanços de seu governo. “Estou pronto para ser candidato ao Senado se o meu grupo político assim decidir, reforçando meu compromisso com Mato Grosso do Sul e nunca fugindo de desafios, pois sou agregador e gosto de dialogar”, garantiu.
Para encerrar a entrevista, Azambuja convidou a todos para o ato de sua filiação ao PL, que será no próximo dia 21 de setembro, às 10 horas, no Ondara Buffet, em Campo Grande. “Estamos esperando lideranças, prefeitos de Mato Grosso do Sul e líderes em nível nacional. Quero aproveita o ato festivo de minha filiação ao PL para dar início à construção de um partido forte em Mato Grosso do Sul. O projeto visa construir um partido com políticas públicas assertivas, que cuidem do social, mas também foquem no desenvolvimento econômico”, revelou.
Assista a entrevista completa pelo link:









