Mercado monitora resistência e espera possível queda para R$ 5,30 no curto prazo.
Na última sexta-feira (12/09) o dólar encerrou o pregão no Brasil cotado a R$ 5,3537, patamar que marcou o menor valor frente ao real em 15 meses.
Na sexta-feira, 12 de setembro de 2025, o dólar encerrou o pregão no Brasil cotado a R$ 5,3537, patamar que marcou o menor valor frente ao real em 15 meses, de acordo com dados divulgados pela Reuters via Agência Brasil.
A queda de 0,69% no dia reflete a terceira sessão consecutiva de recuo da moeda norte-americana, enquanto na semana foi acumulada desvalorização de 1,11%. No acumulado do ano, o dólar já apresenta retração de aproximadamente 13,36%.
Fatores que impulsionam o movimento
O cenário é favorecido pela combinação de expectativas de corte de juros nos Estados Unidos com uma taxa básica de juros interna ainda elevada — a Selic permanece em 15%. Esses elementos reforçam a percepção de que o real pode continuar se valorizando no curto prazo.
Limites técnicos e resistências
Analistas observam que a faixa de R$ 5,40 tem se mostrado como ponto de resistência, dificultando quedas mais acentuadas do dólar. Entretanto, modelos de precificação mencionam que há espaço para novas mínimas, com projeções indicando uma possível chegada a R$ 5,30, caso não ocorram choques externos ou notícias adversas.
Reflexos e riscos
Exportadores podem sentir menos atrativo ao vender dólares, já que a valorização reduz ganhos em reais.
Agentes seguem atentos a possíveis retaliações ou medidas externas que possam afetar o câmbio, bem como impactos políticos recentes, já que notícias institucionais têm pressionado ativos brasileiros.
A tendência vista parece mais sustentável no curto prazo; para que se consolide ao longo de mais tempo, será necessário estabilidade macroeconômica, controle inflacionário e previsibilidade regulatória e política.




