A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana nesta segunda-feira (13) entrevistando a médica Gabriela Fenelon, que abordou o conceito de emagrecimento saudável, destacando a importância de uma abordagem integral e profissional para o tratamento da obesidade, considerada uma doença crônica.
“Emagrecer com saúde vai além da estética. É preciso focar na saúde cardiovascular, níveis de vitaminas e exames gerais, pois a obesidade é uma doença crônica que requer tratamento contínuo e acompanhamento para a vida toda. É possível perder peso rapidamente, mas exige acompanhamento especializado e individualizado. Afinal, dietas ‘da moda’ e automedicação sem orientação profissional levam ao ganho de peso e não são sustentáveis”, explicou a profissional.
Ela completou que é essencial focar em outras métricas, como fotos de “antes e depois”, medidas corporais e bioimpedância para avaliar a troca de gordura por massa muscular. “Emagrecer traz melhoras emocionais, como aumento da autoestima, disposição, qualidade do sono e bem-estar geral, são sinais importantes de evolução. Cuidar da saúde preventivamente é crucial para reduzir riscos cardiovasculares, como AVC e infarto, e garantir qualidade de vida no futuro. A saúde não deve ser negligenciada em meio à rotina corrida”, alertou.
Ainda na entrevista, Gabriela Fenelon recomendou que pessoas com sobrepeso podem ter uma “obesidade subclínica” (alto percentual de gordura corporal, mesmo sem IMC de obesidade). “Para a troca de massa gorda por massa muscular, é fundamental um plano alimentar com déficit calórico e exercícios físicos, com ênfase em exercícios resistidos (treino de força), não apenas aeróbicos”, argumentou.
A médica classificou como um dos erros mais básicos e comuns, especialmente em rotinas agitadas, é a falta de hidratação adequada, recomendando a ingestão mínima de 35 ml de água por quilo de peso por dia. “Quando o paciente atinge um platô ou se desmotiva, é o momento de aplicar novas estratégias. Isso inclui reavaliação laboratorial (vitaminas, hormônios) e, se necessário, a associação de novas medicações para impulsionar o tratamento”, assegurou.
Para ela, são indicados para pacientes com obesidade, tratando-a como uma doença crônica, de forma similar a hipertensão ou diabetes e não são recomendados para perda de peso estética em pessoas não obesas ou para automedicação. “Existem medicamentos revolucionários no mercado que oferecem resultados significativos e podem ser uma alternativa à cirurgia bariátrica, muitos com dupla indicação para diabetes e obesidade, como é o caso do mounjaro, mas devem ser usados sob rigoroso acompanhamento médico”, aconselhou.
Gabriela Fenelon abordou também que o estado emocional é crucial no processo de emagrecimento. “Ansiedade, insônia, fadiga crônica e baixa autoestima podem sabotar o tratamento. É fundamental realizar uma avaliação comportamental e, se necessário, associar terapias ou medicações para a saúde mental, além das voltadas para a perda de peso. O acompanhamento profissional é individualizado. Para a obesidade, como doença crônica, o acompanhamento (médico e nutricional) pode ser necessário para a vida toda”, afirmou.
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