Nesta segunda-feira (3), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana entrevistando o diretor da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Paulo de Matos, que é coordenador do SOS Centro.
Ele falou dos desafios e do abandono da região central de Campo Grande, bem como dos esforços da ACICG para mobilizar autoridades e empresários em busca de soluções.
“O SOS Centro é um projeto da ACICG para discutir os problemas que afetam o centro da Capital, especialmente a falta de segurança, problemas de estacionamento e o abandono por parte do poder público”, disse.
Paulo de Matos ressaltou que o projeto “Reviva Centro”, que deveria revitalizar a área, acabou prejudicando os comerciantes com obras impactantes e leis de fachada, levando ao fechamento de lojas.
“O Reviva Centro agravou ainda mais a situação do fluxo de clientes e a saúde financeira dos negócios. O abandono do prédio da antiga rodoviária pode ser classificado como o câncer inicial que se espalhou, diminuindo o fluxo de pessoas do interior que antes movimentavam o comércio local”, lamentou.
O diretor da ACICG completou que o SOS Centro foca em cinco assuntos principais: segurança pública, moradores de rua, estacionamento, corredor de ônibus e imóveis abandonados. “A maior parte da discussão foi dedicada à segurança pública, que se revelou a principal preocupação dos comerciantes”, ressaltou.
Ele disse que a reunião do SOS Centro convidou representantes das forças de segurança (PM e Guarda Municipal) e dos vereadores, mas o presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) não compareceu e nem enviou representante.
“Cobramos por policiamento de fim de ano, que ficou ausente no ano anterior. As câmeras da Prefeitura são eficientes para multar, mas não para a segurança”, lamentou.
Para Paulo de Matos, a “Área Azul” com parquímetros é vista como crucial para possibilitar que clientes encontrem vagas. “Atualmente, funcionários de lojas ocupam vagas o dia todo, dificultando o acesso de clientes. A Prefeita prometeu a solução da Área Azul para agosto e depois para outubro, mas, já estamos em novembro, é nada foi concretizado”, criticou.
O diretor da ACICG revelou que o abandono de imóveis e a falta de movimento já se estendem para bairros vizinhos como Planalto e Amambaí. “É preciso de urgência para se encontrar soluções concretas para salvar o coração da Capital, que está morrendo dada a expansão dos problemas e a persistência do descaso das autoridades”, analisou.
Ainda durante a entrevista, ele abordou os desafios urgentes enfrentados pelos empresários na região central de Campo Grande e a busca por soluções, destacando a falta de apoio e engajamento do poder público.
Paulo de Matos, coordenador do SOS Centro, enfatizou a necessidade de união entre os comerciantes para cobrar ações eficazes. “Um levantamento da Polícia Militar constatou 295 imóveis abandonados, que servem de moradia para pessoas em situação de rua e abrigo para criminosos, que os utilizam para esconder produtos de furtos”, revelou.
O diretor apresentou um documento formal com propostas à Prefeitura e à Câmara Municipal visando a melhoria do centro e o apoio ao empresariado. “Até o momento, não houve resposta da Prefeitura ou da Câmara Municipal às propostas apresentadas. Há uma percepção de falta de interesse da Prefeitura em resolver problemas que só o poder público pode solucionar”, reclamou.
Sobre a Câmara, ele criticou que, dos sete vereadores convidados para a reunião, apenas dois compareceram, demonstrando pouco interesse na causa dos comerciantes. “Os vereadores André Salineiro (PL) e Ronilson Guerreiro (Podemos) foram os únicos presentes. O empresariado precisa trabalhar pelo coletivo e não apenas individualmente para obter mais força na cobrança ao poder público”, comentou.
Assista a entrevista completa pelo link:






