Entrevista com o superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho, no Jornal da Top

Rede Top FM

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana entrevistando, nesta sexta-feira (7), o superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, que deu ênfase à implementação do programa “Imóvel da Gente” para destinar bens federais para o uso público.

“Em 2022, fui candidato a senador pelo PT, obtendo quase 200 mil votos. Após a eleição, fui convidado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para assumir a SPU (Superintendência do Patrimônio da União) no Estado, que até então, era pouco conhecida. Ela é responsável pela gestão e destinação dos bens do governo federal em Mato Grosso do Sul e isso inclui patrimónios naturais (como a Gruta do Lago Azul), edifícios públicos e terrenos”, detalhou.

Ainda de acordo com ele, quando assumiu o cargo, a SPU-MS/ era “apagada” e muitos terrenos federais estavam subutilizados, com vegetação e sem destinação. “A lógica de atuação foi alterada e a SPU-MS deixou de se focar apenas na Capital e passei a visitar todos os 79 municípios do Estado para identificar áreas federais disponíveis e, em parceria com as prefeituras, independentemente da filiação política dos gestores, destiná-las para a construção de habitações, creches, escolas em tempo integral, postos de saúde e outros equipamentos públicos”, explicou.

Tiago Botelho informou que, entre 2024 e 2025, já foram destinados R$ 100 milhões em imóveis da União para uso social. “Sob o governo federal anterior, a SPU atuava como uma ‘imobiliária’ focada na venda de bens federais. O presidente Lula reverteu essa política, transformando o patrimônio da União em uma ferramenta de política pública através do programa ‘Imóvel da Gente’”, assegurou.

Para o superintendente do Patrimônio da União no Estado, agora a SPU-MS atua em quatro linhas prioritárias: construção de habitações, que é a utilização de áreas da União para projetos de moradia popular (Minha Casa, Minha Vida); regularização fundiária: que é a legalização de terrenos para pessoas que residem há muito tempo em áreas da União, como antigas faixas ferroviárias; equipamentos públicos, que é a destinação de terrenos para a construção de infraestruturas essenciais, como a maior escola em tempo integral de Rio Brilhante e a “Casa da Mulher Brasileira” em Corumbá; e grandes empreendimentos, que é o apoio a projetos de maior escala, como a orla de Porto Murtinho, que se tornou um cartão postal da Rota Bioceânica, e a destinação de uma área em Eldorado para a construção de uma usina fotovoltaica, visando reduzir os custos de energia para a prefeitura.

Também na entrevista, ele ressaltou que o trabalho da SPU-MS foi impulsionado pelo programa “Imóvel da Gente”, visando transformar o património federal em benefícios concretos para a população, através da destinação de bens para moradia, educação, saúde e desenvolvimento local em todos os municípios sul-mato-grossenses.

“Em um evento com a presença das ministras Simone Tebet e Esther Dueck e do governador Eduardo Riedel, foram entregues 20 imóveis, sendo seis para a Capital e 14 para a cidades do interior, destacando a importância de atender os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e não apenas Campo Grande. O evento demonstrou união política, contando com prefeitos de diferentes ideologias e o governador, apesar das diferenças políticas e ideológicas”, analisou.

Tiago Botelho acredita que o povo “não tem partido” e busca serviços essenciais como “Minha Casa Minha Vida”, emprego e saúde de qualidade, não disputas partidárias. “Por isso, eu defendo a união para construir o bem para a população, colaborando com figuras de diferentes partidos (Tereza Cristina, Soraya Thronicke, Nelsinho, prefeita de Campo Grande) se for para o benefício do povo”, argumentou, criticando a polarização extrema que impede o diálogo e a colaboração.

Política

Sobre a política nacional, o titular da SPU-MS observa que a direita brasileira não tem um candidato forte e se “entregou para a extrema-direita”, que ele considera “burra”. “Diante disso, já é possível prever a vitória do presidente Lula no primeiro turno, impulsionado por medidas como a isenção de imposto de renda para salários até R$ 5 mil e a proposta de taxação de grandes fortunas”, assegurou.

Com relação à política estadual, ele criticou a estratégia do PSDB no Estado, que era liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja e pelo atual governador Eduardo Riedel, de tentar “surfar no bolsonarismo” sem serem genuinamente bolsonaristas, o que resulta em uma direita sem propostas concretas. “O meu desejo é de que Mato Grosso do Sul tenha novamente uma ‘direita propositiva’ com ideias liberais para a economia”, disse.

Tiago Botelho acredita no potencial da política para ajudar a sociedade e, como professor de Direito Constitucional, rejeita discursos anti sistema. “Sou pré-candidato a deputado estadual pelo PT, representando a educação, os direitos humanos e o ativismo. Para governador, sou Fábio Trad, para senador sou o deputado federal Vander Loubet e, para deputados federais, sou a deputada federal Camila Jara. Já para deputados estaduais sou pelas reeleições de Zeca, do Pedro Kemp e da Gleici Jane e, também, pela minha eleição”, concluiu.

Assista a entrevista completa pelo link:

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