A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quarta-feira (19), o empresário Jaime Valler, que é pré-candidato a governador e detalhou sua motivação para transitar do setor privado para a gestão pública, apresentando um plano de governo focado em pessoas e na retribuição à sociedade.
“Minha decisão de me candidatar é impulsionada por uma carreira empresarial vivida em contato com pessoas humildes, desde detentos em seu curtume até funcionários, com quem construiu um relacionamento de carinho e gratidão. Vejo a minha candidatura como uma oportunidade de retribuir nesses quatro anos a colaboração que recebi da população”, afirmou.
Ele ainda enfatizou que não busca remuneração, afirmando que sua profissão é empresarial e que suas fontes de renda são privadas, não dependendo do salário de governador. “Quero propor um governo popular e do povo, acessível aos cidadãos. Quero reservar horários (duas vezes por mês, em uma tarde) para receber pessoalmente os cidadãos, ouvir suas demandas e verificar suas necessidades”, prometeu.
Jaime Valler revelou que seu olhar atento às comunidades ribeirinhas é fruto de experiências pessoais, como visitas a pesqueiros no distrito de Albuquerque, no município de Corumbá (MS), onde presenciou as condições de vida precárias. “Um episódio marcante foi de uma criança com o rosto sujo, picada por mosquitos e com um olhar distante, o que o fez refletir sobre a urgência de proporcionar melhores condições de vida”, afirmou.
Para o empresário, a disparidade entre a riqueza do Estado, que tem o 2º maior crescimento de PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, com a falta de condições básicas para boa parte da população. “Há algo errado no processo de distribuição de capital, auxílios e dinheiro. Acredito que pessoas com experiência empresarial podem contribuir para solucionar esses problemas”, analisou.
Atualmente filiado ao MDB, partido que já está comprometido em apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), ele disse que terá de deixar a legenda e que tem várias opções partidárias. “Já recebi ofertas de diversos partidos, incluindo o PRTB e Novo. Não vejo como um líder isolado, mas como parte de um conjunto de pessoas que buscam se unir com os grupos políticos, que sobraram, formando ideias para uma boa administração”, assegurou.
A respeito do caos na saúde em Mato Grosso do Sul, Jaime Valler critica a situação em Campo Grande e mencionou que falta até o básico. “Quando a prefeita Adriane Lopes (PP) era candidata à reeleição, eu sugeri para ela nomear o ex-governador André Puccinelli (MDB) como secretário municipal de Saúde devido ao seu conhecimento do sistema, mas ela não quis”, lamentou.
Na entrevista, o empresário comentou que sua principal proposta para a saúde seria uma parceria com um grupo italiano que planeja investir R$ 14 bilhões em doações a fundo perdido (não reembolsáveis) para Mato Grosso do Sul, vindas da comunidade europeia. “O interesse europeu e americano em ajudar pessoas carentes da América Latina e África é uma forma de evitar a imigração em massa. As doações seriam gerenciadas diretamente pela família italiana, que se mudaria para o Brasil e não teria envolvimento político”, afirmou.
Conforme ele, as autoridades apenas apontariam as necessidades, como escolas e poços artesianos em aldeias indígenas, e a família italiana construiria os projetos e entregaria as chaves aos prefeitos. “Eu me ofereço para governar por quatro anos, colocando em prática o que aprendi ao longo da vida, não como empresário, mas como formador de fazendas e alguém que adquiriu empresas e cresceu. Desejo de ser um guardião do dinheiro público, garantindo que ninguém me chame de ladrão, sem vergonha e mentiroso. Meu objetivo é deitar a cabeça no travesseiro à noite sabendo que usei o dinheiro do contribuinte de forma responsável”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:






