Entrevista com o psicólogo de performance Luciano Coppini, no Jornal da Top

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana, nesta sexta-feira (21), entrevistando o psicólogo de performance Luciano Coppini, que tratou sobre o mercado de trabalho atual e futuro, os desafios de qualificação, preparo emocional e a importância de habilidades humanas na Era da IA (Inteligência Artificial).

“Existe um paradoxo: muitas vagas abertas com bons salários para profissionais qualificados, mas falta mão de obra com a qualificação necessária. A falta de preparo emocional e comportamental é tão crítica quanto a técnica. Pessoas são contratadas pelas habilidades técnicas, mas demitidas por questões comportamentais. A primeira impressão em uma entrevista é crucial, e o candidato deve demonstrar valores e conceitos alinhados à empresa, mesmo sem experiência profunda”, destacou.

Ele completou que a faculdade se tornou o “básico do básico” e não um diferencial por si só. “Os jovens muitas vezes não buscam experiência (estágios) e se formam sem envolvimento profissional. É essencial o aprimoramento contínuo, com pós-graduações e cursos, pois a velocidade da tecnologia exige assimilação constante”, orientou.

De acordo com Luciano Coppini, apesar de Mato Grosso do Sul ser um estado com alto número de pessoas formadas e baixa taxa de analfabetismo, ainda há dificuldade em conseguir empregos com melhor rendimento. “Os setores como agronegócio, papel e celulose, construção civil e produção de alimentos geram muitas vagas e a IA está criando novas profissões nessas áreas”, alertou.

Para o psicólogo de performance, a automação, com a substituição da mão de obra por máquinas, é uma realidade global e uma preocupação crescente. “A IA tem de ser vista como uma ferramenta (como uma calculadora ou um celular) e não como algo que roubará empregos de quem sabe usá-la. O perigo reside na dependência excessiva da IA, que pode prejudicar o aprendizado e a capacidade de reter conhecimento”, pontuou.

Na opinião dele, o ser humano precisa manter o conhecimento e a capacidade de pensar criticamente, pois “quem sabe, sabe”. “A liderança é a habilidade mais importante e essencial para lidar com as mudanças comportamentais e sociais. A ausência de liderança é notável no mercado atual, que cobra uma capacidade de se ajustar rapidamente às novas situações e tecnologias, que evoluem cada vez mais rápido”, analisou

Luciano Coppini comentou que as máquinas não são capazes de liderar ou inovar da mesma forma que os humanos, que são capazes de lidar com adversidades. “Há uma percepção de que políticas governamentais não incentivam o empreendedorismo e, por vezes, oferecem incentivos sociais que podem desestimular a busca por trabalho. A dependência excessiva da tecnologia, como o celular, transforma-o em uma prótese que domina as interações humanas e pode gerar ansiedade”, argumentou.

Assista a entrevista completa pelo link:

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