Nesta terça-feira (25), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho), João Henrique Bezerra, que falou um pouco sobre as ações da instituição para promover a empregabilidade e a qualificação em Campo Grande, enfrentando os desafios de um mercado aquecido e um perfil de trabalhador em transformação.
“A Funsat tem alcançado resultados positivos, como a redução de vagas abertas para 5% em um grupo regional, considerado o melhor resultado nacional do grupo. A instituição oferece atendimento diário para encaminhamento a vagas e realiza feirões de emprego em bairros, levando empresas para contratação imediata, facilitando o acesso para quem não pode ir à sede”, destacou, revelando que a cidade tem mais de 1.400 vagas abertas, com o comércio aquecido devido ao período sazonal de fim de ano.
Ele pontuou ainda que o perfil do trabalhador mudou nos últimos 10 anos. “Os trabalhadores de hoje em dia buscam qualidade de vida, mais tempo com a família e isso gera dificuldades para o comércio, que tem a maior parte das vagas abertas (mais de 700), devido à carga horária (fins de semana, feriados). Por isso, as empresas estão focando no público 50+ devido ao maior comprometimento e à necessidade de complementar a aposentadoria”, comentou.
Sobre os benefícios sociais, João Bezerra ressaltou que muitos trabalhadores informais evitam o mercado formal por receio de perder benefícios, o que é uma questão a ser discutida, pois, no caso de PCDs, o benefício é suspenso, não cancelado. “Há um cenário de pleno emprego em Mato Grosso do Sul e, devido a isso, a chegada de migrantes para ocupar vagas tem contribuído. É crucial que o poder público discuta pautas e alinhe soluções para fechar vagas e inserir pessoas no mercado”, conclamou.
Para o diretor-presidente da Funsat, hoje, as empresas preferem “lapidar” colaboradores sem experiência dentro do próprio local de trabalho, pois é uma forma mais rápida de preencher vagas e moldar o perfil desejado, em vez de contratar alguém com “vícios” ou costumes antigos. “Quem quer trabalhar e mostrar vontade é o perfil fundamental. Qualificação é importante, mas a atitude comportamental se tornou primordial”, assegurou.
Conforme ele, nessa linha, a Funsat tem uma escola de educação profissional reconhecida pelo MEC, oferecendo cursos. “O objetivo para 2026 é expandir esses cursos para fora da nossa sede, alcançando mais a população nos bairros, garantindo qualidade e resultados. A Funsat também tem um setor de empreendedorismo, qualificando e apoiando o trabalhador que opta pela ‘pejotização’ (Pessoa Jurídica) ou microempreendedorismo, impulsionando a economia local”, argumentou.
Assista a entrevista completa pelo link:






