Entrevista com o prefeito de Alcinópolis, Weliton Guimarães, no Jornal da Top

Rede Top FM

Para encerrar a semana, a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta sexta-feira (28), o economista Renato Wanderley Gomes, que é pré-candidato pelo DC a governador e abordou sua trajetória profissional, suas críticas à gestão pública atual e suas propostas para a política e economia.

“Sou um jovem de 39 anos, economista, formado no Rio de Janeiro, mas campo-grandense de coração. Com uma carreira de 15 anos no sistema financeiro, prestei serviços a diretores e presidentes de multinacionais. Há oito anos, regressei a Mato Grosso do Sul, atuando com advocacia e contabilidade empresarial, tendo atendido mais de 300 ou 400 empresas”, revelou, completando que é especialista em planejamento estratégico e gestão de negócios.

Ele explicou que sua motivação para ingressar na política surgiu da indignação com os políticos atuais. “Decidi ingressar para apresentar uma nova posição de renovação. Busco desvendar a falsa dicotomia de direita e esquerda, que é uma falsidade. Acredito que minha vivência com tomadores de decisão e conhecimento detalhado dos problemas econômicos que afetam empresas, empresários e pessoas menos favorecidas me qualificam para liderar o Estado”, assegurou.

Renato Gomes criticou as taxas de juros “exorbitantes” cobradas pelos bancos (menciona 300% ao ano, e 15% como detalhe da dívida nacional), que considera ilegítimas e prejudicam os mais pobres, a classe média e até os fazendeiros. “Os deputados federais e senadores fazem um trabalho frouxo na defesa do povo contra a atuação dos bancos. A suposta independência do Banco Central tem interesses alinhados aos bancos privados, colocando o país e o governo de joelhos. A maioria dos políticos não ataca este problema”, garantiu.

O pré-candidato a governador pelo DC acrescentou que os gestores públicos se afastaram do povo e isso reflete negativamente na saúde e na renda do trabalhador. “O governador Eduardo Riedel (PP) e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), abandonaram a saúde em troca do pagamento de supersalários. Temos salários acima de R$ 46 mil, que é uma imoralidade justificada por rubricas e que desviam dinheiro de hospitais, como a Santa Casa e Hospital Regional”, criticou.

Ele assegurou que, como profissional liberal e de classe média, acredita que os cidadãos devem lutar pela dignidade de suas vidas para não serem reféns dos políticos profissionais. “Diante da descrença na política, eu apelo à esperança, que é intrínseca ao coração humano e, portanto, a falta dela é desespero. O sistema político brasileiro é democrático, não monárquico, cabendo a cada cidadão propor algo diferente para a sociedade. Minha aparição na política é motivada por essa esperança em um futuro melhor e na renovação”, argumentou.

Ainda na entrevista, Renato Gomes abordou principalmente dois temas centrais para a sociedade: educação e saúde. “Observo que crianças e jovens brasileiros estão aquém na proficiência, especialmente em interpretação de textos e matemática básica, conforme refletido nos índices de avaliação escolar. Eu atribuo isso à ineficácia dos gestores em apresentar um projeto educacional efetivo e à falta de clareza nas políticas educacionais, que sofrem com transferências problemáticas entre esferas federal, estadual e municipal”, comentou.

Na avaliação dele, caso seja eleito governador, vai trazer clareza e objetividade quanto à performance dos alunos. “Eu me inspiro na educação clássica do Ocidente, que valoriza a argumentação lógica, a retórica, a dialética, os cálculos matemáticos e a interpretação de textos. O governador e a prefeita da Capital não tratam desses temas e do desenvolvimento educacional da comunidade. Pretendo apresentar meu projeto à sociedade no momento apropriado”, prometeu.

Na área da saúde, o economista considerou a escassez de recursos como o principal problema, com verbas sendo direcionadas para outras esferas. “Há uma negligência e falta de humanidade dos políticos em relação aos doentes, os políticos (prefeito, governador, presidente) são como ‘pais e mães’ da cidade e do país, com a obrigação de cuidar dos ‘filhos’ (cidadãos, incluindo os doentes), mas eles nos abandonaram. O que falta na saúde é seriedade e identificação de prioridades. Acredito que existem recursos suficientes para lidar com a questão, necessitando apenas de uma gestão mais responsável e humana”, concluiu.

Assista a entrevista completa pelo link:

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