Riedel: papel do Estado é decisivo na transição energética

No encontro anual da Atvos, governador acentua que Mato Grosso do Sul é referência na questão.
Eduardo Riedel, na Atvos: “Estamos na curva onde a produção atende à demanda”. (Foto: Redes Sociais).

Ao participar do encontro anual da Atvos, o governador Eduardo Riedel (PP) considerou o evento a abertura de um espaço estratégico de diálogo com produtores, fornecedores de cana e a cadeia que sustenta a bioenergia e destacou o protagonismo de Mato Grosso do Sul. Frisou que o Estado tem papel decisivo na transição energética e no desenvolvimento sustentável do país.

“Somos uma unidade federativa de referência, ao desenvolvermos produção, tecnologia e logística de forma integrada. O avanço do etanol de milho é uma prova disso”, exemplificou. A seu ver, os investimentos da Atvos em território sul-mato-grossense refletem conceito e diretrizes do plano de governo. “Na produção de bioenergia, especialmente com tecnologias como a de etanol de milho, é efetiva a contribuição com os eixos de segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética”.

A Atvos, uma das líderes na transição energética, figura entre as maiores produtoras de biocombustíveis do Brasil. Produz energia limpa em quatro estados: Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde possui três unidades agroindustriais: Santa Luzia (em Nova Alvorada do Sul), Eldorado (em Rio Brilhante) e Costa Rica (na cidade com o mesmo nome). Elas produzem etanol, açúcar e bioenergia a partir da cana.

“Na produção de bioenergia, especialmente com tecnologias como a de etanol de milho, é efetiva a contribuição com os eixos de segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética” (Eduardo Riedel).

Mudança de paradigma

Riedel lembrou que no início do século já se começava a discutir o milho safrinha. “Em 2010, já se tinha avançado 30% na produção da área de soja em milho safrinha. A gente ouvia os americanos, que falavam, até com um certo desdém: ´Esses caras nunca vão competir conosco´. Em seguida, sugeriu aos participantes: “Olhem o que está acontecendo no Brasil, uma mudança de paradigma que muda a logística, que muda a demanda do mercado”.

Para o governador, o que está sustentando o preço do milho no mercado é o etanol de milho. Em Mato Grosso do Sul são 12 milhões de toneladas de milho e 14 milhões de toneladas de soja. “A gente chegou naquela curva onde a produção atende à demanda. Estamos exportando pouco milho porque a demanda é crescente. As unidades da Atvos e o aumento de produção vão manter equilíbrio no abastecimento”, deduziu.

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