A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, nesta segunda-feira (1º), entrevistando o ex-conselheiro Jerson Domingos, do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul).
Ele falou da sua trajetória política como ex-deputado estadual e também da sua vida pessoal, destacando a experiência no Poder Legislativo e, principalmente, sua visão e contribuições no TCE-MS, com ênfase no programa “Primeira Infância”.
“Servi por 20 anos no Legislativo Estadual, sendo 8 anos como presidente da Assembleia Legislativa e 2 anos como primeiro-secretário. Inicialmente, pensei que a minha ida para o Tribunal de Contas seria uma passagem na vida, mas descobri ser um dos momentos mais importantes para adquirir conhecimento real sobre gestão pública. Alguém que sentou dos dois lados do balcão está apto a servir o Estado”, assegurou.
Na Corte de Contas, o ex-conselheiro lembrou que contribuiu com a fiscalização da aplicação de recursos públicos em todas as esferas (municípios, câmaras, governo estadual, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública).
“Busquei modernizar a relação entre o órgão fiscalizador e o gestor público. Em vez de apenas penalizar gestores por erros, minha percepção era que o TCE deveria emprestar sua experiência para orientá-los a cometer menos erros, melhorando a aplicação do dinheiro público”, recordou.
Jerson Domingos completou ainda que abriu o Tribunal para os gestores públicos, permitindo visitas e oferecendo canais de comunicação (telefone, divisões específicas) para tirar dúvidas sobre educação, saúde e licitações.
“Também foi na sua gestão que o TCE implantou o programa Primeira Infância por recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao Tribunal de Justiça, visando o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e para garantir vagas em creches”, comentou.
O ex-conselheiro explicou que o Tribunal de Justiça não conseguiu dar prosseguimento imediato e uma assessora de imprensa do TCE lhe apresentou a proposta.
“Após reflexão, compreendi sua importância e liderei a implantação do programa, buscando parcerias com o Tribunal de Justiça e do Ministério Público. E, no fim, o programa tornou-se um dos principais legados da minha gestão no TCE”, assegurou.
Política
Ainda na entrevista, ele confirmou a pré-candidatura a deputado estadual e analisou os desafios e oportunidades de desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul com um olhar crítico sobre a gestão de Campo Grande.
“Ao me aposentar da Corte aos 75 anos, o que chamo de aposentadoria ‘expulsória’ e não compulsória, decidi que não pretendo parar de trabalhar, mas sim continuar contribuindo para o avanço tecnológico e econômico do Estado, utilizando os meus 30 anos de experiência na vida pública”, informou.
Jerson Domingo disse que a candidatura a deputado estadual é uma oportunidade de ajudar o Estado. “Ainda não há uma data definida e nem o partido para a minha filiação, mas estou mais inclinado a ingressar no União Brasil, que hoje formou uma federação partidária com o PP da senadora Tereza Cristina, a quem admiro muito”, pontuou.
O ex-parlamentar ressaltou que defende a necessidade de políticas econômicas específicas para cada região do Estado, reconhecendo suas vocações distintas.
“O Pantanal atua na produção de proteína animal, outras regiões investem na soja e no milho, enquanto algumas optam pela produção de celulose. Ou seja, a ideia de uma política única para os 79 municípios é equivocada e o governo deve observar as peculiaridades de cada localidade”, argumentou.
Ele ainda comentou durante a entrevista a situação política de Campo Grande. “Quero expressar minha tristeza com a gestão atual da Capital, que não está devolvendo a credibilidade esperada. Embora não possa opinar sobre a situação financeira interna, acredito que Campo Grande poderia estar em uma condição de gestão muito melhor”, projetou.
Para o ex-conselheiro do TCE-MS, a prorrogação antecipada da concessão com a Águas Guariroba de 2030 para 2060 é um erro.
“Qual a lógica matemática e os benefícios para o município que essa prorrogação por mais 30 anos trará. A empresa de saneamento registra receita bruta de R$ 500 milhões por ano e lucros expressivos de R$ 180 milhões no mesmo período, sendo que não oferece uma contrapartida clara para a cidade. É fundamental um olhar mais atento para as necessidades de cada região e uma gestão mais rigorosa das concessões públicas, visando um desenvolvimento mais equilibrado e justo para todo o nosso Estado”, concluiu
Assista a entrevista completa pelo link:







