Entrevista com o vereador Professor Juari, no Jornal da Top

Nesta quinta-feira (4), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o vereador Professor Juari (PSDB), que falou sobre os desafios de seu segundo mandato em Campo Grande, a eficiência de seu gabinete, sua visão política social-democrata, a polêmica do Banco Master e sua atuação em relação às demandas da população e do executivo municipal.

“Esse primeiro ano do meu segundo mandato tem sido desafiador e marcado por uma crise global que afeta Campo Grande. A situação financeira herdada pela Prefeitura de Campo Grande, resultado de problemas passados, tem afetado a gestão. Porém, estou otimista que Campo Grande entrará nos trilhos e dará as respostas que a população espera”, projetou.

Ele também fez questão de destacar que seu gabinete é estruturado com uma equipe técnica e especializada para atender diversas demandas. “A minha chefe de Gabinete tem carreira efetiva de 40 horas no município, com profundo conhecimento em educação, atuando como fio condutor para demandas da área, assim como as demais assessorias para garantir que quem atende em meu nome tenha condições técnicas de resolver, ou, no mínimo, fazer os encaminhamentos competentes, atuando como uma ponte entre a população e o Poder Executivo”, afirmou.

Na parte política, o Professor Juari afirmou que o governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) são líderes do grupo, independentemente de estarem ou não no PSDB. “Sobre o futuro do PSDB, eu defendo que o partido não acabou e nem vai acabar, pois temos a liderança nacional do deputado federal Aécio Neves, de Minas Gerais”, assegurou.

O vereador reforçou que é pré-candidato a deputado federal e trabalhará pelas reeleições do senador Nelsinho Trad (PSD) e do governador Riedel, bem como para a eleição de Azambuja ao Senado, completando que não pretende trocar de partido.

Banco Master

A respeito do imbróglio envolvendo o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) e o falido Banco Master, ele explicou que a Prefeitura, ao fazer investimentos, consultou o Banco Central e o Ministério da Previdência sobre instituições financeiras credenciada. “O Banco Master foi listado como credenciado pelo Governo Federal, portanto, o erro foi do Governo Federal ao credenciar o banco, não da Prefeitura”, argumentou.

O Professor Juari revelou que, conforme o presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, o Banco Master emprestou dinheiro aos servidores municipais e a Prefeitura acionará a Justiça para bloquear três meses de pagamentos dos servidores à instituição financeira. “Só com esse bloqueio, o município recupera cerca de R$ 1,5 milhão, que será redirecionado para o IMPCG para recuperar o montante necessário”, garantiu.

Outra questão abordada pelo vereador foi a saúde mental dos professores. “Essa é uma preocupação na educação atual, que é marcada pela falta de respeito e sobrecarga, exigindo valorização profissional e iniciativas de apoio, como o Projeto UPI, que cuida do bem-estar das mães de crianças atípicas”, revelou, explicando que o projeto nasceu de uma experiência com uma mãe desesperada e que expressou a intenção de tirar a própria vida e a da filha por exaustão.

Ele pontuou que a educação contemporânea é caracterizada por um desrespeito crescente à autoridade do professor, diferentemente do passado. “Muitos professores estão adoecendo, sofrendo de problemas psicológicos e depressão, com casos que chegam a contemplar tirar a própria vida”, comentou.

Para o Professor Juari, no âmbito municipal, existem leis de amparo e um centro de atendimento com profissionais para ouvir os professores, entretanto, essas medidas são consideradas insuficientes. “A principal demanda é a valorização do professor, com um salário decente e um ambiente de trabalho estimulante, que contribuam para a autoestima e a dignidade profissional”, concluiu.

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