Verdade ou Mentira? Adriane Lopes terá a oportunidade de confirmar suas falas perante a Justiça

Foto IA

Campo Grande, MS – O clima político na Capital se acirra em uma disputa judicial que promete esquentar os bastidores e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) protocolou, nesta sexta-feira (5), um pedido de interpelação criminal contra a prefeita Adriane Lopes (PP). O objetivo é forçar a chefe do Executivo a confirmar ou negar, na Justiça, a gravíssima acusação de que Rose teria contratado “bandidos com mais de 50 passagens pela polícia, armados” para tumultuar a abertura dos festejos de Natal da cidade.

A atitude de Rose, que busca esclarecimentos antes de uma ação penal, contrasta com a do ex-prefeito e vereador Marquinhos Trad (PDT), que já ajuizou uma queixa-crime direta contra Adriane Lopes, pedindo a condenação por calúnia e o pagamento de R$ 150 mil em danos morais.

As acusações Chocantes da Prefeita

As acusações que motivaram a corrida ao TJMS foram feitas pela prefeita Adriane Lopes durante uma entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, na última terça-feira (2). Adriane acusou Rose e Marquinhos de orquestrarem os protestos que culminaram em confusão entre manifestantes e a Guarda Civil Municipal (GCM) no lançamento do Natal dos Sonhos, em 29 de novembro.

Os trechos mais explosivos da entrevista, transcritos pela defesa de Rose Modesto, incluem:

  • “Manifestantes contratados pelo Marquinhos Trad e pela Rose Modesto, para tumultuar.”
  • “Mas num evento de crianças, um professor orquestrar, levar bandidos com mais de 50 passagens pela polícia, armados, para trazer desconforto e baderna para um evento de crianças.”
  • “Mas uma desocupada que só faz gravar vídeos e atacar os eventos da Prefeitura e atacar a minha honra.”

Um dos presos na confusão foi o professor Washington Alves Pagane, organizador do protesto. A prefeita se referiu a outro manifestante, Fagner de Barros Umbelino, detido como o “bandido com mais de 50 passagens”.

 O Que a Justiça Exige de Adriane Lopes?

O advogado de Rose Modesto, Newley A. S. Amarilla, argumenta que as falas da prefeita contêm “equivocidade ou obscuridade” que precisam ser sanadas para que seja possível pavimentar uma queixa-crime por calúnia. A interpelação visa tirar qualquer ambiguidade das falas da prefeita.

Confira os principais questionamentos que Rose Modesto exige que a prefeita Adriane Lopes responda no TJMS:

  • I) Confirma que foi Rose Modesto quem contratou manifestantes para o ato?
  • II) Confirma que foi Rose Modesto quem contratou “bandidos com mais de 50 passagens pela polícia, armados“?
  • V) Se confirmar as acusações, quais provas ou evidências a prefeita possui para vincular Rose Modesto a essas contratações?
  • VI) Esclarecer a quem se referiu como “uma desocupada que só faz gravar vídeos e atacar os eventos da Prefeitura e atacar a minha honra” e quais foram, especificamente, esses ataques.

O Jogo Político e Judicial

A postura de Rose Modesto de ir à Justiça por meio da interpelação criminal revela a gravidade das acusações, que ultrapassam a esfera da crítica política e entram no campo da imputação de crimes. A prefeita Adriane Lopes será intimada a responder aos questionamentos, sob pena de ver suas declarações consideradas como acusações diretas e não ambíguas, abrindo caminho para uma ação penal completa.

O caso está sob relatoria do desembargador Jonas Hass Silva Júnior, na Seção Especial – Criminal do TJMS.

A prefeita terá a oportunidade de confirmar suas falas perante a Justiça. Caso não apresente provas, o cenário se desenha para uma condenação por crimes contra a honra, com impacto direto no já turbulento cenário político de Campo Grande.

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