A mais recente pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, encomendada pela Rede de Rádios Top FM, revela que a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) entrou em uma espiral de rejeição que beira o abismo político. Com 87% de desaprovação, a prefeita enfrenta o pior momento de sua administração, empurrada por uma crise sistêmica no transporte coletivo e na saúde pública.
O Veredito das Ruas
Os números não mentem e são cruéis para o Paço Municipal. Apenas 10% da população aprova a atual gestão. Quando questionados sobre a qualidade da administração:
- 70% classificam como Ruim ou Péssimo;
- 19% consideram Regular;
- Apenas 8% veem como Bom ou Ótimo.
Transporte Coletivo
A greve dos ônibus, acompanhada por 85% dos eleitores, foi o golpe de misericórdia na imagem da prefeitura. A população não apenas está furiosa, como já apontou os culpados:
Quem é o culpado pela greve?
Para a maioria esmagadora, a responsabilidade é política. Somando as menções à Prefeitura (30%) e à Prefeita Adriane Lopes (26%), temos 56% da culpa diretamente no colo do Executivo, superando até o próprio Consórcio Guaicurus (22%).
Descrença Total
A Justiça determinou a intervenção no Consórcio Guaicurus, mas o povo perdeu a esperança. 85% dos entrevistados afirmam NÃO acreditar que Adriane Lopes consiga resolver os problemas do transporte. O serviço é hoje avaliado como ruim ou péssimo por 85% dos usuários.
O que o povo exige? As soluções sugeridas são drásticas: 22% pedem a troca imediata da concessionária e 17% defendem a entrada das vans para quebrar o monopólio.
Saúde e Gestão
A pesquisa também listou os gargalos que tiram o sono do campo-grandense. A saúde continua sendo a ferida aberta da cidade:
- Saúde Pública (Falta de médicos/atendimento): 36%
- Falta de remédios e hospital municipal: 28%
- Greve e precariedade do transporte: 39,16% (soma dos fatores)
Além disso, surge um dado político pesado: 15,4% apontam a falta de uma prefeita e secretários melhores como um problema central, e 13,8% citam a corrupção e desvio de dinheiro.
Conclusão
Os dados do Instituto Ranking mostram uma cidade que se sente abandonada. Da falta de asfalto (12%) ao aumento de impostos (7%), o sentimento de “desgoverno” é latente. A resistência da prefeita em aceitar ajuda federal (citada por 5,4%) e a falta de conclusão de obras (4,6%) completam o quadro de uma gestão que parece ter perdido a sintonia com o cidadão.
Com uma margem de erro de 3% e um nível de confiança de 95%, a pesquisa é um ultimato: ou a prefeitura muda radicalmente o rumo, ou Campo Grande chegará a 2026 sob o signo da paralisia total.
Dados da Pesquisa:
- Amostra: 1.000 eleitores (16 anos ou mais).
- Período: 15 a 20 de dezembro de 2025.
- Abrangência: Campo Grande (7 regiões), Distritos e Zona Rural.
- Realização: Instituto Ranking Brasil Inteligência / Rede Top FM.









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