Entrevista com o senador Nelsinho Trad, no Jornal da Top

Top FM

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, nesta segunda-feira (22), entrevistando o senador Nelsinho Trad (PSD), que falou sobre os bastidores da política, os desafios atuais e as expectativas futuras, quanto tentará a reeleição para oito anos no Senado Federal.

“As pesquisas recentes me apontam como um dos nomes mais cotados para o Senado em 2026 e eu recebo essa notícia com humildade, mas sim que as pesquisas refletem o retrato do momento e que é preciso manter os pés no chão”, declarou, atribuindo a popularidade à “história” e aos “resultados” de seu trabalho, contrastando com outros que “prometem alguma coisa” ou “bradando linhas ideológicas”.

Questionado sobre a divisão política familiar, com seus irmãos Fábio Trad (pré-candidato a governador pelo PT) e Marquinhos Trad (pré-candidato a deputado estadual pelo PDT) alinhados à esquerda, ele afirmou que são cinco irmãos e que ele tem a maioria ao seu lado: suas irmãs Fátima e Maria Tereza o apoiam.

“Respeito a decisão do Fábio Trad, apesar de não concordar, e observo que as pessoas já conseguem separar as trajetórias políticas individuais. Embora discorde, Fábio continua sendo meu irmão e ele sempre foi um irmão para os dois”, reforçou.

Sobre a polarização política e o cenário pré-eleitoral, Nelsinho Trad defende que o Brasil precisa “respirar um ar diferente” e sair da polarização política, que tem causado brigas familiares e entre amigos.

“A polarização leva eleitores a votar contra um candidato para não deixar o outro ganhar em vez de votar pelo sim e pela competência. Eu acredito que o voto é um exercício de consciência que se aprimora e espero que nas próximas eleições as pessoas escolham o melhor para definir os destinos do Brasil”, ressaltou.

Com relação às penas para os envolvidos nos atos do dia 8 de Janeiro de 2023 e o Projeto de Lei da Dosimetria, o senador defende a revisão das penas dos condenados, buscando equilíbrio na Justiça.

“A ‘Maria vai com as outras’, ou seja, pessoas comuns, réus primários e sem foro privilegiado, não deveria ser julgada diretamente no STF (Supremo Tribunal Federal), mas sim na primeira instância. Considero injusto que cidadãos comuns recebam penas de 14 anos sem ter a quem recorrer”, reclamou.

O parlamentar completou ainda que o julgamento no foro especial foi um erro e uma tentativa de “carimbar” no ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) uma inelegibilidade, como fizeram com o atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

Candidatura à reeleição

Nelsinho reconheceu que seu partido ainda não definiu alianças, especialmente considerando outros potenciais candidatos na mesma coligação, como o PL que tem como candidatos ao Senado o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar.

“O meu partido, o PSD, tem força nacional e, por isso, representa uma grande importância em composições de chapa com candidatos de centro-direita. Por isso, neste momento, minha estratégia inclui percorrer municípios, prestar contas do meu trabalho e buscar o apoio de prefeitos”, assegurou.

Ele disse que tem uma forte receptividade e simpatia dos prefeitos atuais, que valorizam sua “pauta municipalista” e o apoio na obtenção de recursos para as cidades. “Recentemente, viabilizei R$ 16 milhões em recursos federais para 19 municípios apenas em dezembro e incentivo os prefeitos a apresentarem projetos para receberem verba”, avisou.

O senador mencionou especificamente R$ 1,7 milhão para saúde, em cidades como Alcinópolis, Angélica, Brasilândia, Eldorado e Porto Murtinho, bem como outros R$ 14 milhões para mais 21 cidades, com parte destinada à Associação dos Renais Crônicos (ABREC) em Campo Grande.

A respeito de uma remota decisão de impeachment da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), Nelsinho disse que o impeachment de gestora é um “impedimento” baseado em “denúncia grave de corrupção, de falta de agir, de falta de fazer”, que deve ser “muito bem embasado juridicamente”.

“A reeleição de um ente público é importante para que, quando um gestor público não fizer uma boa gestão, não seja votada novamente. O processo de impeachment deve ser liderado por denúncias à Câmara Municipal, que encaminharia o pedido, e que “não é uma tarefa fácil”.

Assista a entrevista completa pelo link:

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