IPTU: Classe política está dividida, mas querem os votos dos moradores de Campo Grande em 2026

Foto ilustrativa feita por IA

O início de 2026 em Campo Grande não trouxe apenas as tradicionais chuvas de janeiro, mas uma “tempestade fiscal” que pegou o contribuinte de surpresa.

O reajuste do IPTU, anunciado inicialmente pela Prefeitura como uma correção inflacionária de 5,32%, revelou-se, na prática, um aumento real que chega a 396% em diversos bairros.

O cenário de indignação contrasta com o silêncio ensurdecedor de boa parte dos deputados federais e estaduais que, embora dependam dos votos da capital, ainda não se manifestaram sobre o tema.

Políticos de olho nas eleições de 2026 evita tocar no assunto, deixando a população sem respostas diante do que especialistas já chamam de “ilegalidade tributária”.

O “Caixa da Má Gestão”

A oposição tem subido o tom. O deputado Lucas de Lima classificou a situação como um desrespeito à prioridade do gasto público. “O contribuinte virou o caixa da má gestão. Gastam quase R$ 1,8 milhão com decoração de Natal e agora mandam um boleto abusivo”, disparou o parlamentar, destacando que a cidade “recebe menos e paga mais”.

Falta de administração

Ecoando a revolta popular, a ex-deputada federal Rose Modesto utilizou suas redes sociais para denunciar o contraste entre o valor do imposto e a qualidade dos serviços.

“Ver a cidade parar com 30 minutos de chuva é revoltante. Enquanto o imposto sobe, o asfalto esfarela e o esgoto volta para as casas. A Central do Cidadão lotada não é festa, é indignação”, afirmou Rose.

Em defesa do reajuste

No lado oposto, o deputado Lídio Lopes (sem partido), representando a Assembleia Legislativa em eventos recentes, saiu em defesa da gestão municipal. Segundo ele, críticas são comuns em qualquer reajuste e haveria uma “falta de compreensão” sobre a valorização imobiliária.

Silêncio

Enquanto isso, figuras centrais como o Governador do Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel, e a maioria dos pré-candidatos ao Senado Federal ainda não emitiram posicionamento oficial sobre o aumento, o que tem gerado críticas sobre a falta de defesa direta dos interesses do contribuinte campo-grandense.

A batalha jurídica

O economista Renato Gomes, pré-candidato ao governo pelo DC, aponta que o peso tributário atual — somando IPTU e a polêmica taxa de lixo — está “asfixiando” o desenvolvimento das famílias. “Abandonaram o povo”, resumiu o economista.

Na frente jurídica, o advogado Oswaldo Meza Baptista, pré-candidato ao Senado, lidera uma Ação Popular pedindo a suspensão imediata do reajuste. Os principais pontos de contestação são:

  • Aumento Real sem Lei: A prefeitura teria alterado a base de cálculo (Lei Complementar 548/2025) sem aprovação de lei específica para aumento real.
  • Falta de Transparência: Instabilidades no sistema da prefeitura impedem que o cidadão confira os critérios de atualização.
  • O “Tarifaço” do Lixo: A reclassificação de imóveis elevou drasticamente a taxa de coleta de lixo, embutida no carnê.

Resumo do Cenário em janeiro de 2026

Para as eleições de 2026, mais da metade dos vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande já manifestou interesse em disputar cargos de deputado estadual (Assembleia Legislativa – ALEMS) ou deputado federal. 

Pré-candidatos à Assembleia Legislativa (ALEMS)

  • Marquinhos Trad (PDT)
  • Luiza Ribeiro (PT)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Victor Rocha (PSDB)
  • Silvio Pitu (PSDB)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • André Salineiro (PL)
  • Ana Portela (PL)
  • Flavio Cabo Almi (PSDB)
  • Veterinário Francisco (União Brasil)
  • Junior Coringa (MDB)
  • Landmark (PT) 

Pré-candidatos à Câmara Federal:

  • Professor Juari (PSDB)
  • Herculano Borges (Republicanos)
  • Dr. Jamal Salém (MDB)
  • Wilson Lands (Avante)
  • Neto Santos (Republicanos)

Posicionamento:

Político/EntidadePosicionamentoPrincipal Argumento
Lucas de LimaContra o aumentoPrioridade errada nos gastos.
Rose ModestoContra o aumentoFalta de transparência e infraestrutura precária.
Lídio LopesA favor do aumentoCríticas são ataques; imóveis valorizaram.
Oswaldo MezaJudicializaçãoIlegalidade na base de cálculo.
Eduardo RiedelNeutro/SilêncioSem manifestação oficial até o momento.
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