A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quarta-feira (28), o advogado Oswaldo Meza Baptista, que falou sobre uma petição online que visa o impeachment da prefeita Adriane Lopes (PP).
“Estou liderando um movimento denominado ‘A Revolução das Botas’ para coletar assinaturas em uma petição online pedindo o impeachment da prefeita Adriane Lopes, baseando-se em má gestão e irregularidades fiscais. Em 72 horas, a petição já tinha coletado 10 mil assinaturas, mas a meta é alcançar 100 mil assinaturas em três meses”, declarou.
Ele explicou que o principal motivo da petição são as irregularidades fiscais. “A população reclama de buracos nas ruas, falta de medicamentos nos postos de saúde e o aumento considerado abusivo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A prefeita Adriane Lopes foi avaliada como uma das piores prefeitas do Brasil”, afirmou.
Oswaldo Meza alegou que a prefeita “sumiu” e só participa de entrevistas onde será elogiada. “A petição é uma ação popular que serve para demonstrar à Câmara dos Vereadores o desejo da população. O impeachment é um ato político discricionário da Câmara dos Vereadores, dependendo do presidente da Casa colocá-lo em votação e da aprovação dos parlamentares”, ressaltou.
Para o advogado, não basta apenas um pedido, é necessário um embasamento jurídico sólido com documentos (como os relatórios sobre pedaladas fiscais) e a pressão popular das assinaturas. “As assinaturas serão impressas e protocoladas junto com os documentos jurídicos na Câmara Municipal”, avisou.
Ele argumentou que a maioria dos vereadores compõe a “base” da prefeita, o que significa que votam a favor dela e recebem benefícios, emendas ou regalias, tornando a situação confortável para eles. “A pressão popular, combinada com o embasamento jurídico do pedido, visa forçar os vereadores a tomar uma atitude. O link para a petição está disponível no Instagram @doutormeza”, informou.
Oswaldo Meza também informou que Campo Grande possui nota C (baixa) no sistema CAPAG, indicando incapacidade de pagamento para novos empréstimos. “A prefeitura estaria utilizando uma “manobra jurídica” (PEF) para conseguir um empréstimo de mais de R$ 500 milhões para asfaltamento, prometendo pagamento em 2027, o que é uma ‘bomba’ para futuras gestões sem cortes de gastos”, alertou.
Para o advogado, a prefeita tentou aumentar o IPTU sem a devida aprovação da Câmara, mudando o “perfil econômico dos imóveis”. “Isso resultaria em aumentos de 300% a 400% no valor do carnê, gerando indignação. A Câmara terá a oportunidade de derrubar o veto da prefeita em 2 de fevereiro. Há uma ausência de ações sociais eficazes, especialmente para moradores de rua, com o centro da cidade virando uma cracolândia a céu aberto. Há falta de políticas públicas baseadas em evidências e o envio de emendas para ONGs sem resultados claros”, denunciou.
O profissional ainda lembrou que a intervenção no transporte coletivo urbano, crucial para a população, só ocorreu por meio de uma ação popular iniciada por ele, pois a prefeitura não teria tomado a iniciativa. “A avaliação deve ser baseada no que é justo e correto para o povo e não em alinhamento político. Eu refuto a ideia de que criticar a prefeita me tornaria de esquerda, pois estou defendendo que é preciso cobrar resultados em prol da comunidade”, assegurou.
Sobre a pré-candidatura a senador da República, ele pediu à população de Campo Grande que assine e compartilhe a petição de impeachment da prefeita, expressando indignação para pressionar os vereadores a votar a favor do povo. “Sou pré-candidato para as próximas eleições, mas quero enfatizar que o foco atual é o trabalho pelo impeachment da gestão vigente”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:





