Câmara da Capital se reúne antes da primeira sessão para discutir aumento da taxa de lixo

Reunião fechada apresentou números da arrecadação e custos do serviço; decisão final sobre veto será na terça-feira (3)

O aumento da taxa de coleta de lixo em Campo Grande levou vereadores e secretários municipais a se reunirem a portas fechadas na manhã deste sábado (31), em um encontro de quase três horas na Câmara Municipal. O objetivo foi apresentar dados detalhados sobre custos do serviço e arrecadação, preparando o terreno para a votação do veto do Executivo, marcada para a primeira sessão ordinária de 2026, na terça-feira (3).

O encontro contou com a participação de 14 vereadores, do presidente da Casa, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), e dos secretários de Governo e Obras, Ulisses Rocha e Marcelo Miglioli. Segundo dados apresentados, entre 2023 e 2025, a Prefeitura pagou R$ 137,6 milhões à Solurb, empresa responsável pela coleta de lixo de cerca de 400 mil imóveis, enquanto a arrecadação via taxa foi de R$ 41,8 milhões em 2025. Para 2026, a previsão de arrecadação é de R$ 58 milhões, ainda 41% abaixo do valor necessário para cobrir o serviço.

“Mesmo com o aumento, os valores arrecadados não cobrem o custo do serviço. Para honrar o contrato com a Solurb, a Prefeitura precisa complementar com recursos do ISS e do IPTU”, explicou o vereador Dr. Victor Rocha (PSDB). O presidente Papy reforçou que a reunião teve caráter explicativo e técnico, com o objetivo de subsidiar a votação sobre o veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar 1.016/26, que suspende o decreto que majorou a taxa de lixo.

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