Entrevista com Presidente do sindicato dos centros de formação de condutores do Estado Henrique Fernandes, na Top FM

Nesta quarta-feira (4), a 2ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o Presidente do Sindicato dos centros de formação de dos condutores de Mato Grosso do Sul.

O presidente do Sindicato fala sobre as mudanças para ser feito o processo de habilitação, a renovação e pontua qual os efeitos negativos que podem causar a nova forma de tirar a CNH

“Na verdade, não chegou nem a ser um projeto de lei que era o nosso sonho. Que fosse o projeto de lei, porque lá sim seria discutido. A gente ia, eh, como se diz, melhor avaliar as mudanças, a própria categoria de autoescola, nós não somos contra a redução de aula, quantidade de aula, e muito menos flexibilizar, a gente entende que o processo realmente estava muito burocrático, mas a autoescola é obrigada a seguir o que determina a lei, o que determina a resolução.

Então, o atual governo lançou uma resolução no final do ano, onde ele simplesmente depenou tudo que tinha, tudo de anos e anos, como eu disse, eu tenho quarenta anos mexendo com trânsito, trabalhei dez anos no DETRAN como examinador, e mais trinta em autoescola, e eu nunca vi uma depenação tão terrível como essa, e rápida. E assim abrupta, sem estudo nenhum, tanto que até hoje eles tão mudando, toda hora eles mudam alguma coisinha, coloca outra coisinha pra mudar.

Na visão de Henrique Fernandes “Mas na nossa concepção, o que que era? Olha, nós precisamos de voto pro ano que vem, eleição tá aí, e tem que soltar a toque de caixa. Então, eles soltaram uma resolução, que isso é permitido, e infelizmente, essa discussão não conseguiu chegar exatamente nessa resolução.”

Citando as principais mudanças, o presidente dá exemplos de comparação “Antes, por exemplo, era obrigatório você passar por uma autoescola. Então, se você fosse fazer uma carteira de habilitação, obrigatoriamente, cê tinha que procurar um centro de formação, né? Que não era nem mais autoescola, nós viramos um centro de formação de condutores, ou quê? Pra realmente formar o condutor, tanto na parte teórica quanto na parte prática, certo.”

Descrevendo os passps atuais da legislação a autoescola não forma mais condutores, o que gera uma grande preocupação com o cumprimento das leis, prudência e direção com responsabilidade.

“Muito bem. Aí, não houve mais essa mudança, hoje não precisa mais procurar uma autoescola, você pode ir lá no DETRAN sozinho, e quando chegar na parte prática, que seria dirigir, aí você vai precisar de um veículo, você pode procurar uma autoescola que você bem entender, mas a parte teórica, por exemplo, que era onde o esse aluno tinha pelo menos o mínimo de educação de trânsito e das leis de trânsito, hoje não existe mais, entra no aplicativo do governo, você faz em cinco minutos, uma avaliação que também não é avaliado, quer dizer, uma verdadeira vergonha pra quem já fez, eu fiz, eu fiquei com vergonha de ter tantos anos estudado, e passar por essa situação. “

É para finalizar Henrique Fernandes fala

“a gente entende que tem que flexibilizar, precisa melhorar, precisa, mas do jeito que eles fizeram, realmente banalizou demais. A outra mudança, antes, você tinha uma obrigatoriedade de vinte horas aulas práticas, tanto pra carro quanto pra moto, e na mudança de categoria também, caminhão, ônibus e carreta, C,D e E, a mesma coisa, vinte horas aula pra todo mundo.”

Para saber mais assista a entrevista comoleta no link abaixo

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