Entrevista com Edson Girotto,engenheiro civil e ex deputado federal na Top FM

A 2ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quarta-feira (25), o engenheiro civil Edson Girotto.

Edson Giroto é engenheiro civil. Foi Secretário de Obras de Campo Grande por 10 anos e Secretário de Estado de Obras por 8 anos. Exerceu o mandato de Deputado Federal e atuou como assessor especial no Ministério dos Transportes em Brasília.

CAMPO GRANDE, MS – O cenário político e a infraestrutura da capital sul-mato-grossense foram os temas centrais da entrevista concedida por Edson Giroto ao Jornal da Top nesta quarta-feira (25). Com um histórico de 18 anos à frente de pastas de obras — 10 na esfera municipal e 8 na estadual — o engenheiro civil e ex-deputado federal aproveitou o espaço para anunciar sua pré-candidatura para 2026 e analisar os problemas crônicos de inundação na cidade.


Críticas à Infraestrutura e Soluções de Gabinete
Questionado sobre as recentes enchentes que atingiram pontos como a Avenida Ernesto Geisel e a Rachid Neder, Giroto foi enfático ao apontar erros nos projetos atuais. Segundo ele, as obras em execução na Ernesto Geisel não resolverão o problema dos moradores.


“O projeto que está sendo construído não vai resolver, aquele projeto está errado. Em frente ao Marcos Roberto e ao Inhaná, toda vez que chover forte, vai inundar. A arma dos incompetentes é culpar o passado e mentir sobre o que vai fazer no futuro”, disparou o engenheiro.

Giroto defendeu que a gestão de drenagem exige presença física nos pontos críticos durante as chuvas, algo que ele afirma ter sido sua marca. “Eu não era de gabinete, eu estava na rua. Se você não limpar a cidade e o sistema de drenagem, não vamos conseguir evitar os alagamentos”, completou.
Caminho Político e Críticas ao Judiciário


Filiado ao PL, Giroto confirmou que suas certidões estão em dia e que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele afirmou estar sendo absolvido das acusações criminais que enfrentou nos últimos anos e não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes.

“Nós não estamos vivendo aqui uma ditadura do Supremo? Claro que estamos. Cadê a nossa Constituição? O direito meu não existe”, afirmou, ao comentar sobre as decisões judiciais que mantiveram restrições contra ele.

Resiliência e Literatura
A trajetória de Giroto, que começou como borracheiro antes de chegar ao comando do Ministério dos Transportes, será tema de um livro biográfico escrito pela jornalista Noêmia Frazão. Durante a entrevista, ele relembrou com emoção o tempo em que esteve no sistema prisional, definindo-o como um período de “confronto espiritual”


“Eu voltei a encontrar Deus dentro da cadeia. Quando você está na política, é só elogiado e passa a não ter tempo para Deus. Lá dentro vi muita injustiça, vi pobres jogados sem advogado por anos. A cadeia me mostrou que eu precisava ser mais humano e valorizar os verdadeiros amigos”, relatou.

Futuro do PL em MS
Sobre as articulações partidárias, Giroto destacou a habilidade de Reinaldo Azambuja na montagem da chapa federal e manifestou o desejo de que o partido conquiste até três cadeiras em Brasília, defendendo a união entre os nomes da direita no estado.

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