Presidente do SinPRF/MS defende criação de Fundo Nacional para fortalecer combate ao crime organizado

Em entrevista exclusiva, Vanderlei Alves dos Santos detalha a necessidade de investimentos em efetivo e o uso estratégico de recursos apreendidos para equipar as polícias federais.

CAMPO GRANDE (MS) – Em uma conversa detalhada no Jornal da Top, Vanderlei Alves dos Santos, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul (SinPRF/MS), trouxe à tona os desafios e as pautas urgentes da categoria. O foco principal foi a mobilização nacional pela criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (FUNC), uma iniciativa que promete revolucionar a gestão de recursos na segurança pública.

Déficit de Efetivo e Desafios em Mato Grosso do Sul

Com duas décadas de experiência na corporação, Vanderlei destacou a importância estratégica do Mato Grosso do Sul devido à Rota Bioceânica e à extensa fronteira, o que torna o estado recordista em apreensões de drogas e recuperação de veículos.

Entretanto, ele alertou para uma carência crítica: “Precisaríamos do dobro do efetivo que temos hoje”. Atualmente, o estado conta com cerca de 600 policiais ativos para cobrir mais de 4 mil quilômetros de rodovias federais, distribuídos em 22 unidades operacionais e nove delegacias.

O Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (FUNC)

A grande pauta do momento é a implementação de um fundo que utilize bens e valores apreendidos de organizações criminosas (como dinheiro, veículos e imóveis) diretamente no reaparelhamento das polícias.

Segundo Vanderlei, a ideia, originalmente proposta pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski, visa evitar que esses recursos fiquem retidos no Tesouro Nacional. “A criação desse fundo tornaria a aplicação desses recursos mais célere e eficiente”, beneficiando não apenas a PRF, mas também a Polícia Federal e a Polícia Penal Federal.

Mobilização e Pressão sobre o Executivo

A categoria está em “estado de alerta”. Manifestações já ocorreram em pontos estratégicos, como em Goiânia e Mato Grosso do Sul, e novos atos estão previstos. Vanderlei explicou que, embora haja uma boa relação com o Congresso, a decisão final depende de uma “canetada” do Poder Executivo, que tem demonstrado certa lentidão no processo.

A mobilização busca sensibilizar o governo sobre a urgência da medida, especialmente diante do novo rol de competências da PRF, que agora deve atuar também em hidrovias e ferrovias.

Como a Sociedade pode Apoiar?

O entrevistado reforçou que o apoio popular é fundamental. A federação e o sindicato estão utilizando as redes sociais para informar a população e pressionar as autoridades.

Canais oficiais para acompanhamento:

  • Nacional: @fenaprf (Instagram)
  • Regional (MS): @sinprfms (Instagram)

A entrevista encerrou com a expectativa de uma reunião com o Ministério da Justiça para destravar a pauta e garantir que o combate ao crime organizado seja fortalecido com recursos provenientes do próprio crime.


Publicado em: 23 de Março de 2026 Fonte: Entrevista ao Jornal da Top 2ª Edição

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também