Entrevista com o ex-vereador Coronel Alírio Villasanti, no Jornal da Top

Rede Top FM

Nesta terça-feira (24), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o ex-vereador Coronel Alírio Villasanti, presidente municipal do União Brasil, que abordou sua trajetória política, os planos da Federação Partidária União Progressista para as próximas eleições e sua visão sobre questões cruciais como o transporte público em Campo Grande.

“A formação da federação entre União Brasil e PP, considerada a maior união partidária do país nas últimas duas décadas, já movimenta os bastidores políticos em Mato Grosso do Sul. Com 13 senadores e 115 deputados federais, o bloco surge como força determinante para as eleições, enquanto lideranças locais intensificam articulações para montagem de chapas competitivas”, pontuou.

Ele destacou ainda que, no Estado, nomes como a senadora Tereza Cristina e o governador Eduardo Riedel, ambos do PP, além da ex-vice-governadora Rose Modesto, pelo União Brasil, lideram o processo político. “A expectativa é de que o atual governador dispute a reeleição como favorito, enquanto Rose deve assumir protagonismo na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados”, ressaltou.

Segundo o Coronel Alírio Villasanti, o período da janela partidária tem sido marcado por intensas negociações. “Estamos na reta final, com muitas reuniões e definições importantes para consolidar candidaturas fortes”, afirmou.

Ao relembrar o mandato de vereador entre 2021 e 2024, o político destacou ações voltadas à infraestrutura urbana. “Entre os avanços, cito a viabilização de emendas federais para asfaltamento em bairros como Jardim Itatiaia, Nashville, Ramez Tebet e Oliveira, além da conclusão do posto de saúde do Parati, Nova Esperança e a implantação da ciclovia Cafezais-Moreninhas”, enumerou.

Na área social, o ex-parlamentar enfatizou a atuação à frente da Comissão da Criança e do Adolescente. “Durante meu mandato, houve ampliação dos Conselhos Tutelares de cinco para oito unidades e a efetivação da Lei da Primeira Infância. Outro destaque foi a criação do Centro de Atendimento Integrado da Criança e Adolescente (CAICA), atualmente em fase de licitação, com recursos municipais, estaduais e cessão de área pela União”, reforçou.

Para a disputa proporcional, ele informou que a federação deve dividir as vagas de candidatos a deputado federal de forma equilibrada entre os partidos. “Entre os nomes cotados estão Rose Modesto, Jaime Verruck e Dr. Luiz Ovando, além de possíveis candidaturas como a do deputado Roberto Hashioka, do delegado André Matsushita, da ex-prefeita de Jardim, Claudiane, e do prefeito de Rio Brilhante, Forone”, citou.

Na esfera estadual, Alírio Villasanti disse que aparecem nomes como dos deputados estaduais Gerson Claro e Londres Machado, bem como dos ex-deputados estaduais Dione Hashioka e Jerson Domingos. “Eu mesmo avalio retornar à disputa eleitoral, pois tenho sido incentivado por integrantes das forças de segurança após a desistência de um pré-candidato da categoria. Estou analisando com responsabilidade essa possibilidade”, assegurou.

O ex-vereador também fez críticas ao sistema de transporte coletivo de Campo Grande, defendendo mudanças estruturais urgentes. “As decisões urbanísticas passadas, como o tombamento do canteiro central da Avenida Afonso Pena, inviabilizou a criação de corredores exclusivos de ônibus”, argumentou.

Alírio Villasanti defendeu um reordenamento do sistema, com revisão da qualidade dos serviços, da idade da frota e do valor da tarifa. “No meu mandato, consegui evitar uma paralisação no transporte coletivo, por meio de articulação política”, afirmou.

Na saúde pública, ele apontou que o principal desafio não é a falta de recursos — já que o setor conta com cerca de R$ 2,4 bilhões do orçamento municipal —, mas sim de gestão. “Entre os problemas, temos a demora para consultas especializadas, exames e cirurgias”, exemplificou.

Com 32 anos de atuação na carreira militar, Alírio Villasanti afirmou que sua experiência em áreas como trânsito, policiamento comunitário e mobilidade urbana contribui para o debate público. “Embora Mato Grosso do Sul tenha índices de segurança abaixo da média nacional, ainda há desafios, principalmente na região de fronteira, ligados a crimes transnacionais”, comentou.

Em respostas rápidas, o ex-vereador afirmou que prioriza a segurança pública, define Campo Grande como sinônimo de qualidade de vida e aponta a saúde como principal problema da cidade. “Admiro o ex-presidente Jair Bolsonaro e sou crítico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quero contribuir com humildade, colocando minha experiência à disposição da população”, concluiu.

Assista a entrevista completa pelo link:

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