Nesta quinta-feira (9), a 1ª edição do programa Jornal da Top, O Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), que abordou sua trajetória política, sua recente mudança de partido, suas prioridades legislativas e os desafios enfrentados em diversas frentes, desde o agronegócio até o comércio local e as políticas sociais.
“Após 27 anos de filiação ao MDB, eu anunciei minha saída do partido para ingressar no Republicanos, marcando uma mudança significativa em minha trajetória política. Com cinco mandatos consecutivos, classifico a decisão como difícil, porém necessária para iniciar um novo ciclo com maior liberdade de atuação alinhada às minhas convicções”, explicou.
Segundo o parlamentar, um dos fatores determinantes para a saída foi a dificuldade do MDB em estruturar uma chapa competitiva diante das regras do coeficiente eleitoral e da dependência do fundo eleitoral, que favorece siglas com maior representação na Câmara Federal.
Além disso, ele citou o desconforto em disputar espaço político com lideranças históricas do partido, como o ex-governador André Puccinelli, que também pretende concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
No campo da atuação parlamentar, Renato Câmara destacou o trabalho no comando da Frente Parlamentar do Leite. “A cadeia leiteira enfrenta forte retração, com queda de produção pela metade na última década, impactada pela concorrência de outros estados e países vizinhos. Como resposta, foi desenvolvido o programa ProLeite, voltado ao melhoramento genético do rebanho”, informou.
A iniciativa, apoiada pelo governo estadual, prevê elevar a média de produção por vaca de 4 litros para mais de 30 litros diários. “A segunda fase do programa, com entrega prevista para o próximo dia 10, deve beneficiar mais de 400 produtores com a distribuição de embriões sexados de touros de alta genética, o que é a luz no fim do túnel para o setor”, assegurou.
Na vice-presidência da Assembleia Legislativa, Câmara também tem concentrado esforços no fortalecimento do comércio local, especialmente em Campo Grande. “O fechamento de lojas e o avanço do comércio eletrônico, que já registra mais de 15 mil entregas diárias na cidade, pressionando o varejo tradicional”, alertou.
Outro ponto de atenção é o Corredor Bioceânico. “Embora reconheça a importância logística da rota para o escoamento da produção agropecuária, a via pode facilitar a entrada de produtos asiáticos com vantagens fiscais, prejudicando a competitividade local. Para mim, é necessário garantir equilíbrio tributário”, argumentou.
No campo social, o deputado estadual defende a destinação de 1% da arrecadação do ICMS diretamente a entidades assistenciais de Campo Grande. “Temos dificuldade de acesso a esses recursos, especialmente após mudanças no modelo de financiamento de fundos estaduais”, criticou.
Sobre o cenário político nacional, o parlamentar comentou a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, à Capital e avaliou que há uma busca por eleitores de centro com um discurso mais moderado.
Renato Câmara ainda ressaltou a importância de programas sociais como o Bolsa Família, mencionando sua origem no governo de Fernando Henrique Cardoso e sua continuidade em diferentes gestões.
Em relação ao futuro, o deputado reconheceu os desafios da política em meio à dinâmica das redes sociais, onde temas relevantes disputam espaço com conteúdos de entretenimento. “Precisamos dar uma maior atenção a pautas essenciais, como saúde, infraestrutura e segurança alimentar”, comentou.
Ao final da entrevista, ele revelou sua ambição de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e, em tom mais pessoal, definiu sua trajetória como baseada na coragem. “A política representa realizações e relações construídas ao longo da carreira. Entre as minhas referências, gosto de citar o ex-senador Waldemir Moka (MDB)”, recordou, demonstrando ressalvas ao comentar o nome de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Assista a entrevista completa pelo link:
Entrevista com o deputado estadual Renato Câmara, no programa Jornal da Top da Rede Top FM
Nesta quinta-feira (9), a 1ª edição do programa Jornal da Top, O Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), que abordou sua trajetória política, sua recente mudança de partido, suas prioridades legislativas e os desafios enfrentados em diversas frentes, desde o agronegócio até o comércio local e as políticas sociais.
“Após 27 anos de filiação ao MDB, eu anunciei minha saída do partido para ingressar no Republicanos, marcando uma mudança significativa em minha trajetória política. Com cinco mandatos consecutivos, classifico a decisão como difícil, porém necessária para iniciar um novo ciclo com maior liberdade de atuação alinhada às minhas convicções”, explicou.
Segundo o parlamentar, um dos fatores determinantes para a saída foi a dificuldade do MDB em estruturar uma chapa competitiva diante das regras do coeficiente eleitoral e da dependência do fundo eleitoral, que favorece siglas com maior representação na Câmara Federal.
Além disso, ele citou o desconforto em disputar espaço político com lideranças históricas do partido, como o ex-governador André Puccinelli, que também pretende concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
No campo da atuação parlamentar, Renato Câmara destacou o trabalho no comando da Frente Parlamentar do Leite. “A cadeia leiteira enfrenta forte retração, com queda de produção pela metade na última década, impactada pela concorrência de outros estados e países vizinhos. Como resposta, foi desenvolvido o programa ProLeite, voltado ao melhoramento genético do rebanho”, informou.
A iniciativa, apoiada pelo governo estadual, prevê elevar a média de produção por vaca de 4 litros para mais de 30 litros diários. “A segunda fase do programa, com entrega prevista para o próximo dia 10, deve beneficiar mais de 400 produtores com a distribuição de embriões sexados de touros de alta genética, o que é a luz no fim do túnel para o setor”, assegurou.
Na vice-presidência da Assembleia Legislativa, Câmara também tem concentrado esforços no fortalecimento do comércio local, especialmente em Campo Grande. “O fechamento de lojas e o avanço do comércio eletrônico, que já registra mais de 15 mil entregas diárias na cidade, pressionando o varejo tradicional”, alertou.
Outro ponto de atenção é o Corredor Bioceânico. “Embora reconheça a importância logística da rota para o escoamento da produção agropecuária, a via pode facilitar a entrada de produtos asiáticos com vantagens fiscais, prejudicando a competitividade local. Para mim, é necessário garantir equilíbrio tributário”, argumentou.
No campo social, o deputado estadual defende a destinação de 1% da arrecadação do ICMS diretamente a entidades assistenciais de Campo Grande. “Temos dificuldade de acesso a esses recursos, especialmente após mudanças no modelo de financiamento de fundos estaduais”, criticou.
Sobre o cenário político nacional, o parlamentar comentou a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, à Capital e avaliou que há uma busca por eleitores de centro com um discurso mais moderado.
Renato Câmara ainda ressaltou a importância de programas sociais como o Bolsa Família, mencionando sua origem no governo de Fernando Henrique Cardoso e sua continuidade em diferentes gestões.
Em relação ao futuro, o deputado reconheceu os desafios da política em meio à dinâmica das redes sociais, onde temas relevantes disputam espaço com conteúdos de entretenimento. “Precisamos dar uma maior atenção a pautas essenciais, como saúde, infraestrutura e segurança alimentar”, comentou.
Ao final da entrevista, ele revelou sua ambição de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e, em tom mais pessoal, definiu sua trajetória como baseada na coragem. “A política representa realizações e relações construídas ao longo da carreira. Entre as minhas referências, gosto de citar o ex-senador Waldemir Moka (MDB)”, recordou, demonstrando ressalvas ao comentar o nome de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.








