No cenário apresentado pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência após o fechamento da janela partidária — prazo fixado para a troca de legendas —, o governador Eduardo Riedel (PSDB) aparece, se as eleições fossem hoje, com 43% das intenções de voto. Ele lidera com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Fábio Trad (PT), que recebeu 19,4% na preferência do eleitorado para administrar o Estado.
Atualmente, Riedel teria mais votos do que a soma de todos os seus rivais apresentados na pesquisa. Ele só não venceria no primeiro turno por estar tecnicamente no limite da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais. Para garantir a vitória imediata neste levantamento, o governador precisaria consolidar apenas um ponto percentual acima da margem.
Neste levantamento, Riedel está 4,2 pontos percentuais à frente da soma de todos os seus virtuais adversários: enquanto o governador detém 43%, os rivais somam, juntos, 38,8%. Embora o cenário seja de franco favoritismo, os números ainda não são matematicamente suficientes para liquidar a fatura na primeira etapa da eleição.
Metodologia e tendências
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores acima de 16 anos em 30 municípios, entre os dias 5 e 10 deste mês. O levantamento reflete a tendência do eleitorado de Mato Grosso do Sul a seis meses do pleito. Hoje, Riedel encontra-se melhor posicionado do que em pesquisas anteriores, aproximando-se de uma vitória em primeiro turno caso mantenha o ritmo de crescimento.
O cenário da oposição
Riedel, visto como um político de centro-direita ou direita moderada, é aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Contudo, enfrenta a oposição radical do deputado estadual João Henrique Catan (Novo), representante do “bolsonarismo de primeira hora” no Estado. Catan, que aparece em terceiro lugar com 8% das intenções de voto, deixou o PL por divergências com o ex-governador Reinaldo Azambuja.
Logo atrás vem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,2%. Delcídio, que já foi uma das maiores lideranças do país e quase venceu o governo em 2014, tenta recuperar sua força política após anos de embates judiciais. Apesar de ter sido absolvido da acusação de obstrução de justiça que levou à sua cassação em 2016, ele ainda luta para retomar o protagonismo eleitoral, aparecendo hoje entre os últimos colocados.
O levantamento é completado pelo economista Renato Gomes (DC), com 3,2%, Jefferson Bezerra (Agir), com 1,4%, e Lucien Rezende (PSOL), com 0,6%. Votos brancos e nulos somam 9%, enquanto indecisos ou que não responderam totalizam 9,2%.
Dados do registro
O estudo utilizou metodologia quantitativa com entrevistas pessoais e sistema CATI. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MS-09026/2026 e BR-04089/2026, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.









