A violência contra a mulher e os índices alarmantes de feminicídio em Mato Grosso do Sul foram o tema central da conversa com o psicólogo Alisson Fonseca de Souza. Em uma entrevista vibrante ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o especialista explicou que o feminicídio não é um evento isolado, mas o desfecho de um ciclo previsível de comportamento agressivo e controle.
As Fases do Agressor
Alisson alertou que existem “red flags” (sinais de alerta) que antecedem o crime. Ele dividiu o comportamento do potencial agressor em três fases principais:
- Encantamento Acelerado: O homem se apresenta como o “príncipe encantado”, querendo casar e morar junto logo nos primeiros dias de relação.
- Controle Sutil: Inicia o controle sobre roupas, redes sociais e fotos, muitas vezes disfarçado de cuidado.
- Isolamento Gradual: O agressor afasta a mulher de amigos e familiares para garantir que ele seja a única referência dela.
O Perigo Digital: Misoginia e Movimento Redpill
O psicólogo destacou a influência negativa de grupos na internet que pregam o ódio às mulheres. Segundo Alisson, o chamado “movimento Redpill” incita homens que já possuem um perfil agressivo a praticarem a misoginia, validando comportamentos de posse e submissão feminina. “O feminicídio tem como base a misoginia — o ódio à figura feminina e a necessidade de controle absoluto sobre a autonomia da mulher”, explicou.
Neurobiologia da Dependência: Por que é difícil sair?
Questionado sobre o motivo de muitas mulheres retornarem para seus agressores, Alisson explicou que existe uma “dependência biológica”. A alternância entre momentos de violência e carinho (a “lua de mel”) gera uma confusão neurobiológica envolvendo dopamina, adrenalina e cortisol. “O cérebro da vítima se torna dependente daquele estímulo químico, funcionando de forma semelhante a uma dependência química”, revelou o especialista.
Soluções e Prevenção
Para o psicólogo, a solução não deve ser apenas paliativa (como medidas protetivas), mas passar pela educação básica. “As crianças precisam aprender nas escolas o que é misoginia para que possamos mudar a formação dos futuros maridos e pais”, defendeu. Ele também indicou o uso de aplicativos de segurança, como o Plink, que permite consultar o histórico jurídico de potenciais parceiros antes de iniciar um relacionamento.
Serviço: O Dr. Alisson Fonseca realiza atendimentos 100% online para todo o mundo.
- Redes Sociais: @psicologoalisson (Instagram e TikTok)
- Especialidades: Relacionamentos, Sexualidade e Psicologia Masculina.








