Entrevista com o deputado estadual Roberto Hashioka, no Jornal da Top

Rede Top FM

Nesta terça-feira (5), a 1ª edição do programa Jornal da Top, O Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), que detalhou sua trajetória política, analisou o cenário eleitoral e defendeu o setor do agronegócio, além de expor suas prioridades como pré-candidato a deputado federal.

“Sou engenheiro-civil de formação e iniciei minha carreira em 1981 no Departamento de Estradas de Rodagem de Mato Grosso do Sul, onde atuei por cerca de 15 anos, especialmente na região do Vale do Ivinhema. Ao longo desse período, acumulei experiência em obras rodoviárias, manutenção de estradas e parcerias com os municípios”, recordou.

Na vida pública, ele disse que exerceu três mandatos como prefeito de Nova Andradina e ocupou cargos estratégicos no governo estadual, como a presidência da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), além de funções na área de administração e infraestrutura.

“Atualmente, cumpro o meu primeiro mandato como deputado estadual e a decisão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados é a retomar um projeto iniciado em 2010, quando concorri ao mesmo cargo, obtendo cerca de 41 mil votos, ficando como suplente. Agora, a minha motivação é ampliar a representatividade do Estado em Brasília, com atenção especial ao interior”, afirmou.

Ao analisar o cenário político, Hashioka apontou um país dividido entre dois polos ideológicos e avalia que Mato Grosso do Sul tende a se posicionar mais à direita, em razão de sua forte base produtiva, demonstrando um contraste com outras regiões do país, onde as políticas assistenciais influenciam no comportamento do eleitorado.

Durante a entrevista, o parlamentar fez uma defesa enfática do agronegócio, setor que, conforme ele, representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Quero aproveitar para rebater as críticas sobre supostos benefícios excessivos ao setor, afirmando que produtores enfrentam juros elevados, oscilações de mercado, aumento de custos e riscos climáticos. Não existe almoço de graça”, resumiu, ao destacar que o crédito rural é financiado e precisa ser pago pelos produtores.

Entre as pautas prioritárias, o pré-candidato destaca a destinação de recursos para Mato Grosso do Sul por meio de emendas parlamentares, que podem alcançar até R$ 50 milhões por ano, além da defesa de obras estruturantes e desenvolvimento regional.

Hashioka também fez críticas ao que considera interferência política em órgãos de controle e no Judiciário, questionando indicações para tribunais de contas e para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, essas escolhas podem comprometer a independência das instituições.

Ao falar sobre o eleitorado, o deputado afirmou que a população está mais informada, especialmente com o acesso à internet, mas ressalta a necessidade de discernimento diante da disseminação de notícias falsas. “Acredito que, diante das dificuldades econômicas, o voto tende a ser mais consciente”, projetou.

Fora da política, o deputado estadual se define como um engenheiro com vocação para construir e afirmou considerar Mato Grosso do Sul o melhor estado para se viver. “Caso eleito deputado federal, garanto que manterei minhas convicções e pretendo deixar um legado baseado no trabalho e na ética”, assegurou.

Ao encerrar a entrevista, agradeceu o espaço e reforçou valores como dedicação, responsabilidade e compromisso público. Também elogiou Campo Grande, classificando-a como uma das capitais mais bonitas do país. Sobre críticas, foi direto: “Falem de mim, bem ou mal, continuem falando”.

Assista a entrevista completa pelo link:

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