A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana, nesta sexta-feira (10), entrevistando o ex-deputado federal Edson Giroto (PL), que é pré-candidato à Câmara dos Deputados e compartilha sua visão sobre o cenário político atual e suas propostas para o Mato Grosso do Sul e o Brasil.
Ele afirmou que pretende defender uma ampla reforma constitucional, o fortalecimento do Poder Legislativo e investimentos em logística como prioridades de sua eventual atuação em Brasília. Na entrevista, o pré-candidato também fez críticas ao atual cenário político, à gestão de Campo Grande e ao papel desempenhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao avaliar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul nas últimas décadas, Giroto afirmou que o Estado avançou significativamente graças às políticas adotadas por diferentes governos estaduais. “As administrações de Zeca do PT, André Puccinelli, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel contribuíram para ampliar a visibilidade das potencialidades econômicas sul-mato-grossenses”, analisou.
Apesar desse avanço, o ex-parlamentar considera que ainda existem gargalos importantes, principalmente na área de infraestrutura e logística. Entre as prioridades apontadas estão a consolidação da Rota Bioceânica e o fortalecimento da ferrovia que liga a Bolívia aos portos brasileiros no Atlântico, como Paranaguá, para ampliar a competitividade da produção estadual.
Durante a entrevista, Giroto afirmou que a política brasileira vive um momento de excesso de vaidade entre seus representantes. “Muitos políticos têm priorizado disputas pessoais e a busca pelo poder em detrimento da apresentação de propostas concretas para a população”, lamentou.
Conforme o pré-candidato, o eleitor espera transparência e soluções para problemas do cotidiano, mas as campanhas eleitorais frequentemente acabam concentradas em ataques a adversários.
Giroto também criticou o que classificou como influência de narrativas construídas pela mídia sobre a vida pública dos políticos. “Essas narrativas podem dificultar que a população tenha acesso aos fatos como realmente ocorreram”, pontuou.
Ao comentar a situação de Campo Grande, Giroto comparou sua atuação como secretário municipal de Obras durante a gestão de André Puccinelli (2000-2004) com o cenário atual da Capital.
Segundo ele, naquele período a administração conseguiu eliminar áreas de favela por meio de programas habitacionais, além de executar obras estruturantes, como a Via Norte-Sul, que, conforme afirmou, apresentavam elevado padrão de qualidade e manutenção.
Na avaliação do ex-secretário, a cidade sofreu um retrocesso nos últimos anos. “Atualmente existem dezenas de ocupações irregulares e as regiões Norte-Sul e o complexo Buriti-Lagoa apresentam sérios problemas de limpeza, iluminação e manutenção”, alertou.
Giroto disse ainda que críticas à administração pública devem ter caráter construtivo e servir como instrumento para aperfeiçoar a gestão, embora, conforme ele, isso nem sempre seja aceito pelos atuais administradores.
Reforma constitucional e fortalecimento do Congresso Nacional.
Entre as principais propostas apresentadas para uma eventual atuação na Câmara dos Deputados, Giroto defendeu uma revisão da Constituição Federal de 1988. “O atual texto constitucional não estabeleceu limites adequados para o tamanho do Estado nem definiu de forma equilibrada as atribuições entre os Poderes”, assegurou.
O pré-candidato também fez críticas à atuação do STF. “A Corte tem exercido competências que caberiam ao Congresso Nacional. Me considero vítima de decisões do ministro Alexandre de Moraes, pois fui o primeiro deputado federal do PL preso por determinação do magistrado”, recordou.
Para o ex-deputado, é necessário fortalecer o Poder Legislativo, permitindo que deputados e senadores retomem sua função principal de elaborar e discutir leis. “Atualmente, o Congresso dedica grande parte de seu tempo à votação de medidas provisórias enviadas pelo Executivo e à destinação de emendas parlamentares, reduzindo o espaço para debates sobre temas estruturantes para o país”, argumentou.
Encerrando a entrevista, Giroto afirmou que pretende defender um novo equilíbrio entre os Poderes da República, com regras mais claras sobre as atribuições de cada instituição. “A reorganização institucional seria fundamental para impulsionar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil”, finalizou.
Assista a entrevista completa pelo link:













