Carlos Bernardo participou, nesta quinta-feira (23), de visita técnica à Ponte Bioceânica, em Porto Murtinho, e destacou o potencial do corredor para reduzir distâncias, baratear o transporte e gerar empregos em Mato Grosso do Sul
A Rota Bioceânica deverá se transformar em uma espécie de novo “Canal do Panamá” para o comércio sul-americano, ao criar uma ligação terrestre entre os oceanos Atlântico e Pacífico e oferecer uma alternativa mais curta para o transporte de produtos brasileiros até os mercados internacionais. O empresário e pré-candidato a deputado federal, Carlos Bernardo, participou nesta quinta-feira (23), em Porto Murtinho, de uma visita técnica às obras da Ponte Bioceânica, estrutura considerada essencial para a consolidação do corredor.
Apesar do cancelamento da cerimônia oficial, em razão das condições climáticas, autoridades, prefeitos, empresários, representantes diplomáticos e técnicos dos dois países acompanharam o encontro definitivo entre os lados brasileiro e paraguaio da ponte. O momento, chamado de “Beijo da Ponte”, simbolizou a ligação física entre Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraguai.
Durante a visita, Carlos Bernardo afirmou que a obra representa o início de uma nova etapa para Mato Grosso do Sul, que deixará de ocupar apenas uma posição de fronteira para se tornar uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias do Brasil.
“Estamos registrando o início de uma nova história. Mato Grosso do Sul não será mais visto como o fim da fronteira brasileira, mas como uma porta de entrada e saída do país. Esta ponte vai unir nações, aproximar mercados e trazer desenvolvimento para toda a nossa região”, declarou.
A comparação com o Canal do Panamá está relacionada à mudança logística proporcionada pelo corredor. Atualmente, parte das mercadorias brasileiras destinadas à Ásia precisa percorrer rotas marítimas mais longas pelo Oceano Atlântico. Com a ligação rodoviária entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, cargas produzidas no Centro-Oeste poderão alcançar os portos chilenos no Pacífico por um caminho mais direto.
De acordo com estudos técnicos, a Rota Bioceânica poderá reduzir em até 17 dias o tempo de transporte entre o Brasil e a Ásia. A diminuição do percurso tende a reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras, especialmente de grãos, carnes, minérios e outros produtos produzidos em Mato Grosso do Sul.
“A partir dessa rota, nossos produtos poderão chegar mais rápido e com menor custo aos mercados internacionais. Da mesma forma, aquilo que o Brasil importa poderá chegar de maneira mais competitiva”, afirmou Carlos Bernardo.
Corredor precisa gerar riqueza dentro do Estado
O corredor deve ser utilizado como uma plataforma de industrialização, comércio, turismo, prestação de serviços e geração de empregos. Para Carlos Bernardo, a Rota Bioceânica não pode funcionar apenas como uma via para acelerar a saída das riquezas produzidas em Mato Grosso do Sul.
“A Rota Bioceânica precisa trazer oportunidade, não apenas acelerar a saída da nossa riqueza. Precisamos transformar mais daquilo que produzimos dentro do próprio Estado, agregando valor aos produtos e fazendo com que o desenvolvimento chegue à população”, ressaltou.
“Mato Grosso do Sul ainda transforma pouco do que produz. A ideia é aproveitar a nova estrutura logística para estimular polos agroindustriais e processar no Estado matérias-primas como soja, milho, carne, leite e minério”, aponta Bernardo.
Outra iniciativa seria o fortalecimento de fornecedores locais. Com a instalação de empresas, centros de distribuição, transportadoras e estruturas de apoio ao longo do corredor, oficinas, hotéis, restaurantes, comércio e prestadores de serviços poderão participar diretamente do novo ciclo econômico.
Porto Murtinho como porta de entrada para o Pacífico
A Ponte Bioceânica ligará Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai. A estrutura é considerada uma das principais etapas da rota internacional, que seguirá pelo território paraguaio, atravessará o norte da Argentina e chegará aos portos do Chile.
Segundo Carlos Bernardo, os benefícios não ficarão restritos a Porto Murtinho. Cidades como Jardim, Bela Vista, Ponta Porã e outros municípios do interior poderão receber novos investimentos, empreendimentos e oportunidades de trabalho.
“Porto Murtinho será uma grande porta para o Pacífico, mas o desenvolvimento vai alcançar toda a região. Essa obra vai movimentar o comércio, o turismo, o transporte, a indústria e a prestação de serviços”, avaliou.
Para que o corredor alcance todo o seu potencial, Carlos Bernardo defende!investimentos simultâneos em rodovias, armazenagem, aduanas, qualificação profissional e estrutura urbana.
“Não basta concluir a ponte. Precisamos preparar as cidades para receber esse desenvolvimento, com infraestrutura, educação, qualificação e serviços públicos. A rota precisa gerar mais empregos, mais renda e mais oportunidades para a nossa gente”, concluiu.




