Aneurisma pode, sim, se desenvolver em pessoas mais jovens, mesmo que seja uma condição mais comum em idosos
Silenciosa, é uma doença que precisamos ter conhecimento para saber como agir. Ser diagnosticado com um aneurisma cerebral não é fácil. Imediatamente, paciente e família já imaginam cirurgias muito complexas e questionam a possibilidade de cura.
O tema gera dúvidas e preocupações, já que recentemente muitos casos envolvendo pessoas jovens foram divulgados. Afinal, o que faz com que um aneurisma seja tão preocupante? Quando os sintomas, como dor de cabeça, passam a ser indícios da doença?
Para responder todas as perguntas, o Dr. Felipe Inácio Ferreira da Silva, neurocirurgião da Unimed Campo Grande, explica tudo sobre a doença.
Os aneurismas existem apenas na cabeça?
Um aneurisma se forma em qualquer artéria, em qualquer parte do corpo, como em artérias renais, por exemplo, mas é mais frequente no cérebro.
Como se forma?
Um aneurisma é uma fragilidade da parede do vaso e, para que ocorram, há fatores genéticos e ambientais, que levam a um envelhecimento da parede do vaso e, por atrito hemodinâmico, estresse, formam-se dilatações, como se fossem bexigas.
Classificações de tipos de aneurismas
Importante frisar que não existem apenas aneurismas saculares, que são em forma de bexiga, existe o fusiforme também, que é um pedaço da artéria que fica adoecido, tem ainda os aneurismas dissecantes, que é quando há um machucado entre uma das camadas dos vasos e, por fim, há os pseudoaneurismas, que nada mais é que um sangramento, formando um hematoma que pulsa na parede do vaso.
Importante!
- É necessário deixar um esclarecimento: pacientes, que são portadores de aneurisma, acham que muito em breve isso se romperá, mas não é assim. O perigo, principalmente no cerebral, é a rotura.
- Tem uma incidência alta, que é cerca de 2% a 3% da população.
- Não é uma doença sintomática, é silenciosa.
- Aneurisma é uma doença adquirida, com um cunho genético, que não pode ser alterado, e fatores ambientais, que podem ser mudados.
Principais fatores de risco ambientais
– Hipertensão
– Controle glicêmico
– Ingestão de bebidas alcoólicas
– Uso de drogas ilícitas
Outros fatores de alerta
– História familiar
– Aneurismas com mais de seis milímetros
– Morfologia
– Localização
Sintomas de ruptura: o que o paciente sente?
Temos o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico. Dentre as causas do AVC hemorrágico, que é um sangramento, o famoso derrame, temos o aneurisma. O aneurisma está em uma localização que está na superfície do cérebro e, quando sangra, derrama o sangue por toda superfície do cérebro.
Os sintomas são:
– Dor de cabeça de início súbito e de altíssima intensidade. Pacientes relatam que foi a pior dor de cabeça da vida
– Sintomas neurológicos, como: sonolência, confusão, diminuição de força e a pálpebra pode “cair”
Os sintomas são tão agressivos que o paciente ou o familiar já procura um Pronto Atendimento. Dificilmente um paciente que tem uma ruptura de aneurisma fica em casa suportando a dor, pois é muito forte. Em contrapartida, é necessário falar que em 30% das vezes o paciente tem o aneurisma, tem a ruptura e já vai a óbito no local.
Aneurismas e os jovens
Aneurisma pode, sim, se desenvolver em pessoas mais jovens, mesmo que seja uma condição mais comum em idosos. Aliás, falar em aneurisma é pensar no perfil do paciente, que é de 50 a 80 anos, sendo mais comuns em mulheres, hipertensos e tabagistas.
Aneurisma e o uso de esteroides
Ainda não há nenhuma analogia comprovada cientificamente sobre o uso de esteroides e aneurismas cerebrais. O que se sabe é que esteroides envelhecem um pouco mais as paredes dos vasos e os pacientes podem ficar mais hipertensos. E se o paciente tem aneurisma, neste caso pode romper.
Exercícios físicos e aneurismas
Não há contraindicações ao paciente que tem aneurisma. É necessário, sim, fazer atividades físicas e controlar a pressão.
Orientações
O fato de ter uma história familiar positiva é indicativo de investigar sempre com um médico, realizando exames e consultas periódicas. Porém, se na família não há casos e você, mesmo assim, se preocupa, é essencial atentar-se às dores de cabeça, se elas não melhoram, por exemplo.
Para saber mais sobre o assunto acompanhe “DOENÇA SILENCIOSA: SAIBA COMO IDENTIFICAR UM ANEURISMA.” no podcast Cuidar de Você, da Unimed Campo Grande. Acesse https://bit.ly/PodcastCuidardeVoce.






