Casa Satine e ATMS realizam Sarau da Visibilidade Lésbica dia 30

O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é celebrado em 29 de agosto. A data foi escolhida em razão do 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), que aconteceu em 1996. É um dia dedicado a discutir políticas públicas de combate à lesbofobia e dar visibilidade à comunidade lésbica no Brasil.  

Em função da invisibilidade social das mulheres lésbicas é imprescindível que o Estado as reconheça para produzir e promover políticas públicas, caso contrário,  se manterão desatendidas em suas reais necessidades.  

E em Visibilidade a essa data tão importante, a Coordenadoria Municipal LGBT+ de Campo Grande, a Casa Satine , Ponto Bar e ATMS, com apoio da Prefeitura Municipal de Campo Grande, Governo do Estado e ONG Mescla, realizam o 4° Sarau Delas e o 1° Ato de Homenagem Márcia Zen, que foi uma importante ativista lésbica em Mato Grosso sul, com ampla atuação no controle social no SUS,e que faleceu em 2021. 

Entre as atrações musicais temos as cantoras: Manuzera, Gabi Barros, Georgia o anjo azul, Beca Rodrigues, Bia Blanc e Ana Cabral.

Junto ao evento será realizada a Feira São Chico. O evento dá as caras com arte, gastronomia e cultura. À venda estarão a comidas, artesanatos, roupas de brechó, cosméticos naturais e livros.

Nos dias atuais muito se fala em interseccionalidade, ou seja, quando se considera, se avalia diversas identidades sociais e sistemas que possuem relação com a opressão, com a discriminação. É preciso olhar para os diferentes marcadores sociais e culturais, como por exemplo, para a mulher, lésbica, negra, periférica, sem emprego e de classe socioeconômica mais baixa, que é mais vulnerável à violência, quando comparada à mulher, lésbica, branca, que possui um emprego. 

Avanços em marcos legais são importantes para as mulheres lésbicas, como a Lei Maria da Penha, que faz menção à orientação sexual; a possibilidade de mulheres lésbicas se casarem no civil; amparo legal para reprodução assistida, e a grande conquista em 2019 , quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou equiparar a LGBTfobia, que é caracterizada pela discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, à Lei de Racismo (Lei 7.716/1989), até Legislativo aprovar legislação específica. Portanto, LGBTfobia é crime! 

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