Após um ano de diagnóstico de trombose cerebral, jovem leva mensagem de esperança para o Rock In Rio: ‘viver intensamente’

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Foi a partir de um susto que a estudante de Arquitetura e Urbanismo Ana Júlia Pires Bernardes, de 24 anos, retirou um dos maiores aprendizados da vida. Há um ano a jovem foi diagnosticada com trombose cerebral e, agora, curte o Rock In Rio com uma mensagem: ‘viver intensamente’.

“Foi um renascimento”, assim que Ana Júlia caracteriza o pós tratamento da trombose cerebral. O diagnóstico veio com urgência. A jovem estava viajando e teve uma convulsão ao ter ânsia de vômito. De imediato, a estudante e os pais partiram para uma Unidade de Pronto Atendimento.

“Viajei durante 10 dias de carro. Estava com muitas dores de cabeça e na coluna, imaginei que era por causa da viagem. Só que quando chegamos no nosso último ponto de parada, eu comecei a ter muita dor de cabeça e ânsia. Meu pescoço paralisou. Eu tive uma ânsia de vômito e quando fui tentar vomitar, convulsionei. Fui socorrida para uma UPA e começou tudo”, relembrou.

Foram vários momentos de luta e tensão após o diagnóstico. Ana Júlia comenta que perdeu os movimentos das pernas e, como o coágulo foi no cérebro, o nervo da visão foi pressionado, o que causou perda momentânea da vista.

“Eu fiquei 16 dias internada pela primeira vez e depois voltei outras vezes. Como foi na minha cabeça, foi muito forte, os nervosos da minha visão foram pressionados. Perdi muita massa. Quando sai, eu comecei a fazer os tratamentos de reabilitação. Foi um recado muito forte que eu tive de segunda chance”, detalhou.

Ainda durante a reabilitação, que Ana Júlia, junto de vários amigos, decidiram que iriam ao Rock In Rio deste ano.

A passagem pelo Rock In Rio foi registrada com a famosa foto na frente da roda-gigante. — Foto: Arquivo pessoal

A passagem pelo Rock In Rio foi registrada com a famosa foto na frente da roda-gigante. — Foto: Arquivo pessoal

“Essa viagem é um pouco especial. Quando eu comprei o ingresso eu ainda estava debilitada, não estava andando e estava sem enxergar. Minha família ficou desesperada, só que eu queria. Eu vir aqui para o Rock In Rio após tudo isso é muito especial. Hoje estou 100%, sem nenhuma sequela. Foi um ano de processo, fiz fisioterapia e muito tratamento”.

Olhar para o passado só faz com que Ana Júlia veja o futuro com mais felicidade e vontade de viver novas experiências. “Lembrar de quando eu comprei o ingresso, que eu estava com muitas sequelas, e como eu estou hoje é muito importante!”, finaliza a jovem.

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