Campo Grande, MS – Há uma nova aura de poder e influência que emana do coração do Brasil. Mato Grosso do Sul, terra de belezas naturais e rica cultura, está se consolidando como um palco de ascensão para mulheres que não apenas quebram tetos de vidro, mas reescrevem as regras do jogo. Em um cenário ainda dominado por heranças patriarcais, a presença feminina no estado irradia um glamour de coragem e uma força inegável, moldando o futuro na política e nas artes.
Presença Feminina na Política
O ano de 2022 marcou um capítulo inédito na história política de MS e do Brasil. O estado se orgulhou de ter duas mulheres, a senadora Simone Tebet (MDB) e a senadora Soraya Thronicke (União), lançadas como candidatas à Presidência da República. Um feito de liderança nacional que projetou Mato Grosso do Sul para o centro do debate democrático.
No plano regional, a eleição da senadora Tereza Cristina (PP), com uma votação estrondosa, cimenta sua posição como uma das figuras mais influentes do país. Com um currículo que transita do agronegócio (Famasul, Secretaria de Estado) ao Ministério da Agricultura, Tereza Cristina é uma articuladora-chave cujo peso político foi fundamental na eleição do governador Eduardo Riedel. Ela personifica a fusão entre competência técnica e sagacidade política.
Pioneirismo e Inspiração
Na capital, o Executivo ganhou seu toque feminino com Adriane Lopes, a primeira mulher eleita prefeita de Campo Grande. Sua jornada, marcada pela necessidade de confrontar comentários machistas, é um ato de pioneirismo que demonstra a importância de não apenas ocupar o espaço, mas de abri-lo para as que virão (embora não esteja fazendo uma boa administração).
Uma de suas figuras femininas mais dinâmicas e experientes, Rose Modesto, Professora de formação, ela iniciou sua vida pública em Campo Grande, sendo eleita vereadora por dois mandatos (2009–2014) antes de ascender rapidamente ao Executivo estadual. Sua experiência de gestão foi consolidada como Vice-Governadora de Mato Grosso do Sul (2015–2019) e a primeira Secretária de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (2015-2016). Posteriormente, Modesto expandiu sua atuação para o cenário federal como Deputada Federal (2019–2023).
A luta por voz ecoa também em Antônio João, onde Inaye Lopes Kaiowá, vereadora e líder indígena, destaca a necessidade urgente de a mulher ocupar espaços de poder para representar sua comunidade. Sua crítica ao fenômeno de mulheres que não votam em mulheres é um chamado à solidariedade e ao empoderamento mútuo.
Mensagem de Coragem: Líderes como a Secretária da Cidadania, Viviane Luiza, e a Senadora Tereza Cristina ecoam o mesmo mantra: as mulheres precisam de coragem para se impor, para participar ativamente e, assim, transformar a realidade machista da política.
Um espaço a Conquistar
Apesar dos holofotes, o cenário político ainda exige resiliência. Dados da ONU mostram que globalmente apenas 26% dos assentos parlamentares são femininos, projetando uma distância de 145 anos para a paridade de gênero. Em MS, a deputada estadual Mara Caseiro aponta que a representatividade feminina em cargos eletivos ainda se mantém baixa, em torno de 20% (com 13 prefeitas, 20 vice-prefeitas e 181 vereadoras eleitas).
Essa lacuna é reflexo de barreiras culturais profundas, onde a política é vista como uma herança patriarcal. As candidatas enfrentam um “check-list” mais rigoroso e são, lamentavelmente, vítimas de violência política – desde a imposição de estereótipos até a restrição de seus direitos. Uma realidade combatida pelo Estatuto da Mulher Parlamentar.
A Contribuição Feminina na Cultura

Se na política a batalha é por espaço, na cultura a mulher sul-mato-grossense já pavimentou um legado de brilho e imortalidade. Suas contribuições são o tecido que veste a identidade do estado, do sertanejo à arte plástica.
De Glorinha (Literatura) a Conceição dos Bugres (Artes Plásticas), passando pelas sonoridades de Delinha, Helena Meireles e Tetê Espíndola, o talento feminino de Mato Grosso do Sul é uma fonte inesgotável de orgulho.
O estado vive um momento de celebração. As mulheres de MS, com sua determinação política e seu brilho cultural, estão redefinindo o que significa ser líder, artista e cidadã. Elas são, inegavelmente, as donas do jogo, transformando Mato Grosso do Sul em um farol de glamour, coragem e empoderamento.






