Da Argentina a Pernambuco: veja de onde vêm os produtos mais vendidos na Ceasa

A Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) desempenha papel estratégico no abastecimento de frutas, verduras e legumes que chegam à mesa dos sul-mato-grossenses. No primeiro semestre de 2025, os produtos mais comercializados tiveram origem em diversos estados do país e até em outros países, reforçando a importância logística da instituição.

A banana lidera o ranking, sendo enviada para a Ceasa-MS de Minas Gerais (7 mil toneladas) e Ceará (4,6 mil toneladas), além de outros estados como RN, PR, SP, SC, GO, RS, ES, BA e MG. Já o tomate, segundo mais vendido, chegou de dez estados, com destaque para o Paraná, maior fornecedor com 3,3 mil toneladas, e Bahia, com 617,7 toneladas.

A batata, terceira colocada, foi enviada principalmente do Paraná (5,8 mil toneladas), mas também veio de SP, MG, RS, SC, GO e até do Pará (27,5 toneladas). A cebola, quarta mais vendida, cruzou fronteiras e chegou da Argentina (194,2 toneladas), além de Goiás, RS, MG, PR, MS, SP e SC.

A melancia, com 6,2 mil toneladas comercializadas, é em grande parte produzida localmente (2,1 mil toneladas), mas também veio de estados como GO, SP, RS, BA, PR, MT, SC, MG, SE, TO, PI e Pernambuco (7 toneladas). A laranja, sexta mais vendida, chegou de São Paulo (2,7 mil toneladas) e também foi importada de Portugal (49 toneladas).

O repolho, sétimo na lista, veio principalmente de São Paulo (2,3 mil toneladas), mas também de GO, RS, PR, MS, MG e Espírito Santo. A maçã, única fruta importada entre os dez mais vendidos, foi enviada da Argentina, Portugal, Chile e Uruguai (293,7 toneladas). A cenoura, nono produto, chegou de GO, MG, PR, SC e SP, sendo este último o maior fornecedor (1,6 mil toneladas).

Fechando o top 10, a mandioca é o produto mais representativo produzido no estado, com 3 mil toneladas vindas de Mato Grosso do Sul, mas também foi enviada de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Para o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS, Fernando Begena, conhecer a origem dos produtos mais vendidos ajuda produtores e governos a planejarem melhor a produção e a logística.

“Esses dados mostram onde estão os maiores fornecedores de cada produto e indicam oportunidades para expansão de cultivo e abastecimento no estado, sempre com planejamento técnico e regularidade no fornecimento”, afirmou Begena.

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