O preço da perfeição e a busca pela maternidade saudável 

“O dar conta de tudo implica em muitas coisas, que não são válidas para uma vida saudável”, diz médica 

Carreira profissional, cuidar dos filhos e ter uma vida social. Fazer várias coisas ao mesmo tempo e, principalmente, “ter” que dar conta de absolutamente tudo. Essa é uma responsabilidade que parece que nasce com a mulher e é potencializada no momento em que ela vira mãe, mas, é o que parece, porque na prática não deve ser assim. Mulheres precisam entender seu tempo e que desacelerar é mais do que necessário, na verdade, é essencial. É preciso descansar o corpo e, principalmente, a mente.  

Andando lado a lado do acumulo de jornadas de trabalho fora e dentro de casa, existem ainda as constantes perguntas sobre maternidade saudável, rede de apoio, puerpério, o que fazer para diminuir a velocidade, mas mantendo o ritmo e a saúde. O acúmulo de afazeres e achar que “abraçar o mundo” é necessário pode gerar uma sobrecarga nas mulheres. Por isso, para falar sobre como conciliar as tarefas do dia a dia e viver uma maternidade saudável, Francisca Flávia Costa, psicóloga, e Dra. Rubia Borges Loureiro, ginecologista e obstetra, falam sobre a temática. 

Tenho que dar conta de tudo?  

Dra. Rubia Borges Loureiro – ginecologista e obstetra 

Não, não é obrigatório. Ninguém precisa dar conta de tudo. Na verdade, nem conseguimos, e não tem nenhum problema! Essa síndrome que existe hoje, muito forte nas mulheres, a síndrome da Mulher-Maravilha, é fruto de uma criação que tivemos e hoje sabemos que não foi a melhor. O dar conta de tudo implica em muitas coisas, que não são válidas para uma vida saudável.  

Francisca Flávia Costa – psicóloga 

Essa síndrome, que é um senso comum, diz sobre um estresse, uma sobrecarga, uma autocobrança e uma autoexigência, que vão para o caminho do adoecimento. Toda autocobrança que não vem para nossa evolução, adoece. Sem falar que isso não nos faz ter a sensação de dever cumprido, mas sim a de estar sempre em dívidas, como se nada fosse suficiente, gerando uma dificuldade na vida como um todo, seja no trabalho, na maternidade, no trabalho e nos relacionamentos mais significativos.   

Essa grande sobrecarga vai gerando um adoecimento e os principais sintomas disso tudo são físicos, como:  

– Dores nas costas 

– Tensões musculares  

– Dores de cabeça 

Há também os sintomas emocionais, como: 

– Baixa autoestima 

– Sensação de tristeza 

– Cansaço  

– Insatisfação  

Perfeccionismo  

Francisca Flávia Costa – psicóloga 

O perfeccionismo não é algo negativo apenas, na verdade podemos usá-lo a nosso favor, de modo que ao se propor a fazer algo, esteja por inteiro nisto e fazendo bem feito, dando o seu melhor. A grande questão é reconhecer o que você vai escolher para dar esse melhor, porque não tem como abraçar o mundo.  

Tempo é vida, e não dinheiro 

Dra. Rubia Borges Loureiro – ginecologista e obstetra 

Antes se dizia que ‘tempo é dinheiro’, mas o dinheiro não compra vida, logo, na verdade, o tempo é a vida, e isso significa estar bem em todas as áreas. O rico é aquele que tem saúde emocional. Por isso é importante se cuidar.   

Autocuidado 

Francisca Flávia Costa – psicóloga 

Apenas conseguimos ajudar o outro quando aprendemos a ter amor próprio e a se valorizar. Com isso, até se torna coerente querer ajudar o outro, esse é o caminho. Essa permissão não é um luxo. Para isso, tente incluir no dia a dia:

– Definir prioridades 

– Saber dizer não 

– Delegar tarefas 

– Investir em autoconhecimento 

Para saber mais sobre o assunto acompanhe “O PREÇO DA PERFEIÇÃO E A BUSCA PELA MATERNIDADE SAUDÁVEL no podcast Cuidar de Você, da Unimed Campo Grande. Clique aqui e acesse o podcast. 

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também