Em uma entrevista vibrante ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o ex-secretário de Estado e pré-candidato a deputado estadual, Eduardo Rocha (PSDB), prestou contas de sua recente atuação no Poder Executivo de Mato Grosso do Sul e reafirmou seu compromisso com os municípios do estado. Durante a conversa conduzida pelos jornalistas Mirtes Ramos e Rogério Zanetti, Rocha trouxe detalhes sobre os bastidores da política sul-mato-grossense e os projetos que pretende liderar no parlament .
Resumo da Trajetória do Entrevistado
Eduardo Rocha possui uma sólida caminhada na vida pública de Mato Grosso do Sul. Ele exerceu o mandato de deputado estadual por três vezes consecutivas. Sua formação política de base ocorreu ao lado de um dos grandes nomes da história do estado: o senador Ramez Tebet, com quem trabalhou e viajou durante dez anos, aprendendo a essência da articulação política. Casado com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, Rocha sempre manteve uma atuação política independente, focada nas demandas regionais.
Em 2021, ele se afastou temporariamente da Assembleia Legislativa a convite do então governador Reinaldo Azambuja para assumir a Secretaria de Estado de Governo (Segov), onde atuou por um ano e três meses. Posteriormente, coordenou a campanha vitoriosa de Eduardo Riedel e foi nomeado chefe da Casa Civil, cargo que ocupou até se desincompatibilizar para iniciar sua pré-campanha rumo ao Legislativo.
1. O Legado e Aprendizado no Poder Executivo
Rocha destacou que a passagem pelas secretarias de Governo e da Casa Civil ampliou drasticamente sua visão política. Enquanto o Legislativo é focado em fiscalização e emendas, o Executivo permitiu a ele participar diretamente de grandes entregas estruturantes. Ele relembrou com orgulho a conclusão do Hospital Regional de Três Lagoas (recentemente premiado entre os 10 melhores hospitais do SUS no Brasil) além de melhorias na Santa Casa de Corumbá e o andamento do Hospital Regional de Dourados.
2. O Sucesso do Programa “MS Ativo”
Como chefe da Casa Civil, Eduardo Rocha foi um dos principais articuladores do MS Ativo, um modelo de municipalismo que se tornou referência nacional e conquistou prêmios. O programa consiste em abrir as portas da governadoria para receber prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de cada município para defender projetos de forma democrática. Rocha enfatizou que, sob sua gestão, as portas estiveram sempre abertas para lideranças vindas do interior.
3. Compromisso de Permanência de 4 Anos no Mandato
Questionado se aceitaria retornar ao governo caso seja eleito deputado estadual, Eduardo Rocha foi categórico: firmou o compromisso público de cumprir integralmente os quatro anos na Assembleia Legislativa. “Estou voltando para a Assembleia para ficar os quatro anos. Se alguém achar que vou chegar lá e vir para o governo, não, está enganado. Pode votar em mim pelo compromisso de eu ser deputado estadual”, cravou.
4. Bandeiras para o Futuro: Industrialização e Combate ao Crack
Ao projetar suas prioridades no retorno à Assembleia, Rocha ressaltou duas frentes essenciais. A primeira é a industrialização do estado, inspirada no modelo de sucesso de sua cidade natal, Três Lagoas. A segunda é a retomada do enfrentamento ao crack e o apoio às comunidades terapêuticas que cuidam de dependentes químicos, uma causa que sempre defendeu por meio de emendas parlamentares.
5. O Impacto da Rota Bioceânica e o Desenvolvimento da Fronteira
Analisando a evolução de Mato Grosso do Sul, o pré-candidato celebrou a transformação das regiões de fronteira, como Ponta Porã, que deixaram de ser vistas sob a ótica do crime e passaram a ser sinônimo de desenvolvimento. Eduardo pontuou o crescimento da infraestrutura local e o papel crucial que a Rota Bioceânica desempenhará ao canalizar a produção do estado em direção aos portos do Chile.
6. Política de Resultados contra a Polarização
Ao encerrar sua participação, Eduardo Rocha fez uma forte crítica à excessiva polarização ideológica do país. Para ele, a verdadeira política deve ser focada no bem-estar do cidadão na ponta. “O país começou a cansar um pouco desse negócio de polarização. A polarização tem que ser de resultado. Para mim não serve ficar na política se não for para ir no município e dar um resultado para melhorar a vida das pessoas”.
Atualmente, o pré-candidato está expandindo suas bases políticas para além de seus redutos tradicionais (Costa Leste e Região Norte), já somando lideranças e trabalhos consolidados em 46 municípios do estado.









