Nesta sexta-feira (13), a 2ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, encerrou a semana, entrevistando a ex-deputada federal Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil, que destacou sua trajetória política e suas perspectivas atuais sobre a política de Mato Grosso do Sul e Campo Grande.
“Diferente de uma fusão, a federação partidária mantém diretórios e recursos separados, unindo-se apenas no registro das candidaturas para formar chapas únicas (estadual e federal). A distribuição de candidatos entre os partidos será flexível, priorizando nomes com maior ‘capilaridade’ ou capacidade de atrair votos para formar grandes bancadas na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional”, declarou, referindo-se à Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP.
Ela reforçou que o governador Eduardo Riedel (PP) já é o candidato da federação, enquanto a vaga para o Senado Federal está em discussão, com nomes como o do deputado estadual Gerson Claro (PP), atual presidente da Assembleia Legislativa, sendo considerados, além de possíveis apoios a partidos aliados.
“Nacionalmente, a Federação União Progressista decidiu que buscará ter um candidato próprio à Presidência da República ou indicará um vice para um candidato de centro-direita. Nomes como os do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), têm grandes possibilidades para essa composição”, revelou.
Ainda durante a entrevista, Rose Modesto lembrou que está atuando junto à Presidência do Senado Federal, responsável por filtrar demandas da Região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal). “Eu divido o meu tempo entre Brasília, de segunda à quinta-feira, e viagens por Mato Grosso do Sul, de sexta-feira a domingo”, informou.
Sobre a pré-candidatura a deputada federal, a presidente estadual do União Brasil disse que está se preparando, aproveitando o reconhecimento de seu trabalho anterior nas 79 cidades do Estado, que incluiu o envio de recursos para ônibus escolares, caminhões de lixo e programas para autistas.
Campo Grande
A respeito da eleição para prefeita de Campo Grande, em 2024, quando foi derrotada pela atual prefeita Adriane Lopes (PP), Rose expressou revolta e não mágoa pessoal pelo resultado do pleito. “Eu perdi para mentira e fake news, pois foram denunciados inúmeros casos de compra de votos de forma descarada, inclusive com pagamentos via Pix”, assegurou, afirmando que a Justiça Eleitoral ainda está investigando.
Ela argumentou que as promessas de campanha feitas pela atual prefeita não foram cumpridas e que a cidade vive “o pior momento da sua história”. “Temos falta de medicamentos em unidades de saúde e má gestão dos servidores públicos, que sofrem com baixos salários e falta de condições de trabalho. Além disso, as ruas estão cheias de buracos”, criticou.
Com relação à polêmica sobre o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e a Taxa do Lixo, a ex-deputada federal comentou que a população está revoltada. “O IPTU e a taxa do lixo subiram acima da inflação e os contribuintes não estão vendo o retorno em serviços de qualidade para a cidade”, comentou.
Rose criticou vereadores de seu próprio partido (União Brasil) por não se posicionarem contra os aumentos e enfatizou a necessidade de “arrumar a gestão” antes de pedir mais recursos, sugerindo que a cidade carece de administração eficiente.
Para concluir, ela afirmou estar “bem organizada” e que nunca parou de trabalhar, mesmo sem mandato. “Minha atuação na Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste) ajudou a manter a conexão com o Estado. Por isso, quero reiterar o compromisso com Campo Grande, prometendo ser uma voz ativa na fiscalização e na cobrança da atual gestão, especialmente em relação aos possíveis desvios de verbas na saúde”, acrescentou.
Assista a entrevista completa pelo link:







