O Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, ontem (30), a ex-deputada federal Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil, que falou sobre o caos na saúde pública na Capital e seu futuro político, principalmente sobre as eleições de 2026.
“A gente precisa ter uma gestão eficiente, a gente precisa ser mais humano no sentido de você realmente amar as pessoas e entender que, atrás do medicamento que não consegue, de uma consulta que não consegue, de um exame que não consegue, pode ter alguém nosso. Às vezes aquele dia não é o seu, mas amanhã pode ser”, ressaltou, comentando sobre a situação caótica da saúde em Campo Grande.
Ela completou que o gestor público precisa governar de forma técnica, com eficiência, com qualidade, mas acima de tudo, com coração. “Então, tem que entender, tem que correr atrás para saber o motivo da falta de remédio. Você tem dinheiro? Você tem orçamento? Não diminuiu, aumentou o dinheiro, portanto, a gente precisa entender o que que tá acontecendo e a Prefeitura precisa mostrar para gente isso”, cobrou.
Rose Modesto pontuou que o MPE (Ministério Público Estadual) está em cima cobrando o direito das pessoas nessa questão da saúde pública. “Porque chega um momento que alguém precisa ser responsabilizado. Porque quando morre alguém, sendo atendido, bem atendido, que o Poder Público fez tudo o que poderia fazer, pode acontecer, um dia nós vamos morrer mesmo. Agora, morrer por falta de atendimento, por falta de medicamento, por falta de uma cirurgia, isso é crime”, alertou.
Futuro político
Sobre o futuro político, a ex-deputada federal lembrou que quase foi eleita prefeita de Campo Grande no ano passado, mas já foi vereadora e vice-governadora de Mato Grosso do Sul. “Ainda tenho o sonho de ser prefeita de Campo Grande, primeiro porque foi a cidade que me deu todas as oportunidades”, afirmou.
Ela acrescentou que, desde quando chegou à Capital em 1985, trabalhou e estudou muito para virar professora, ficando 12 anos atuando em várias escolas das redes estadual e municipal. “Então, por tudo isso, quero honra ter sido vereadora aqui, de ter tido votações expressivas nas duas eleições para prefeita. No ano passado, eu cheguei ao segundo turno, essa ainda mais perto, então eu sinto que tá chegando o meu momento”, projetou.
Rose ressaltou que o político não pode só querer, tem que entender seu eleitor também. “Eu sinto que o eleitor de Campo Grande, a sua grande parte, também tem esse desejo que eu seja prefeita daqui. É meu sonho sim, eu perdi a eleição, mas não perdi o sonho. Se Deus quiser, a gente vai chegar em um tempo certo, em um momento certo, sempre com humildade, ouvindo o eleitor, andando muito pra gente poder dialogar e entender”, assegurou.
Para a ex-deputada federal, por enquanto, é preciso falar de hoje porque o amanhã ainda não nos pertence. “Se a eleição fosse hoje, pelos números que eu já vi, eu ganharia a disputa para prefeita de Campo Grande. Se continuar desse jeito, se o eleitor de Campo Grande entender que estou pronta, eu me sinto pronta, madura para esse desafio que é cuidar do povo de Campo Grande, da nossa cidade, com certeza o sonho tá vivo aqui e vamos chegar lá, se Deus quiser”, finalizou.
Assista a entrevista completa pelo link:









