Nesta terça-feira (23), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o coordenador regional do CVV (Centro de Valorização da Vida), Victor Yazbek, que representa a organização de apoio emocional e prevenção do suicídio.
Ele lembrou que o CVV atua desde 1962, prestando trabalho humanitário, filantrópico e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio, contando com aproximadamente três mil voluntários em todo o Brasil e que realizou em 2024 cerca de 2,7 milhões de atendimentos.
“Os nossos atendimentos são sigilosos, empáticos, acolhedores, sem preconceito, julgamento ou conselhos. O voluntário não critica, mas ouve para que a pessoa se sinta compreendida e possa, por si mesma, encontrar um caminho”, ressaltou.
Victor Yazbek explicou que não é necessária formação específica para ser voluntário no CVV, sendo essencial apenas ter disponibilidade de tempo e vontade de ouvir as pessoas. “Os interessados podem se cadastrar no site www.cvv.org.br. A participação em cursos de seleção gratuitos, com duração de 4 a 5 meses, uma vez por semana (presencial ou online), tendo estágios supervisionados com voluntários mais experientes”, avisou.
O canal de atendimento do CVV é o telefone 188, que é gratuito, sigiloso e nacional, em convênio com o Ministério da Saúde, enquanto o chat e o e-mail estão disponíveis no site www.cvv.org.br. “Em todos os canais, a pessoa não precisa se identificar; o foco é o acolhimento. Não custa ressaltar que o CVV não substitui tratamentos com psicólogos ou psiquiatras, sendo apenas um espaço de escuta humana e acolhimento, não de terapia.
Ele pontuou que a pessoa em sofrimento é como uma panela de pressão e o desabafo permite liberar essa pressão. “As pessoas que procuram o CVV não querem morrer, mas sim sair do sofrimento. O desabafo pode ajudá-las a perceber que viver é a melhor solução. Muitas vezes, as pessoas não têm alguém de confiança para falar ou não querem se expor a preconceitos e o CVV oferece um espaço seguro para isso”, afirmou.
Victor Yazbek ainda informou que os grupos mais afetados, conforme dados do Ministério da Saúde de 2024, são os idosos, devido à solidão, perda de parceiros, doenças, queda do poder aquisitivo e síndrome do ninho vazio.
“Depois, aparecem os jovens, que sofrem com a pressão do vestibular, comparação social e falsa felicidade nas redes sociais, enquanto os bombeiros, policiais, profissionais de saúde e professores também enfrentam altos níveis de estresse”, revelou.
Assista a entrevista completa pelo link:






