Entrevista com o deputado estadual Roberto Hashioka, no jornal da Top

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta segunda-feira (4), o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), que abordou a sua extensa trajetória na gestão pública, focando em infraestrutura rodoviária em Mato Grosso do Sul, bem como questões políticas atuais que afetam o Estado.

“Eu iniciei minha carreira no antigo Dersul (Departamento de Estradas de Rodagem de Mato Grosso do Sul), uma autarquia que funcionava como uma escola para engenheiros rodoviários e técnicos aqui do nosso Estado”, recordou.

Ele completou que trabalhou em obras de infraestrutura sob diversos governos estaduais. “Fui supervisor nas obras compensatórias da CESP na região leste do Estado, que incluíram a construção de pontes, rodovias e o acesso à barragem de Porto Primavera”, informou.

Hashioka ainda falou do período em que foi prefeito de Nova Andradina. “Tive a oportunidade de iniciar o meu primeiro mandato eletivo como prefeito em Nova Andradina e, depois, fui eleito deputado estadual, cargo que ocupo atualmente”, pontuou.

Ainda na área de infraestrutura, o deputado estadual expressou profunda insatisfação com a forma como a repactuação do contrato com a concessionária CCR, que hora mudou o nome para Motiva, foi conduzida, classificando-a como um “prémio à irresponsabilidade” da empresa e à “inação” da agência reguladora (ANTT).

“A concessionária assumiu o contrato em 2013/2014 com a responsabilidade de duplicar toda a rodovia nos primeiros cinco anos, mas duplicou apenas 18% (150 km). Mesmo com a repactuação, que adiciona mais 203 km de duplicação, a rodovia ainda terá mais de 450 km em pista simples, pois as terceiras faixas não garantem a mesma segurança que uma rodovia duplicada”, alertou.

Sobre política, Roberto Hashioka comentou sobre a disputa em nível nacional entre as cúpulas do PP e do União Brasil, impulsionada pela ambição do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de ser candidato à Presidência da República. “Essa situação pode levar a uma ruptura na federação formada entre os dois partidos”, comentou.

Ele disse que no Estado o União Brasil está bem alinhado com o PP do governador Eduardo Riedel e a federação está bem avançada. “No entanto, no cenário municipal (Campo Grande), há críticas da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) à prefeita Adriane Lopes (PP), apesar de fazerem. Porém, eu considero essa situação como natural, afinal, as duas disputaram o cargo no ano passado”, analisou.

O parlamentar concluiu que a situação em Mato Grosso do Sul, onde o União Brasil não tem bancada federal, fica complicada. “Nós estamos à mercê da vontade da cúpula nacional do partido nessa questão da federação”, admitiu.

Assista a entrevista completa pelo link:

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