A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, entrevistando, nesta segunda-feira (17), o deputado federal Geraldo Resende (PSDB), que falou do seu trabalho e compromissos na área da saúde em Mato Grosso do Sul, abrangendo projetos específicos de infraestrutura hospitalar e combate a doenças.
“Quero reiterar seu compromisso vitalício com a saúde pública, destacando o orgulho de ser o deputado federal da saúde e a responsabilidade de defender e expandir o SUS (Sistema Único da Saúde), através de minha atuação política e alocação de recursos em todo Mato Grosso do Sul”, declarou.
Ele revelou que participou da construção do SUS desde os tempos de universidade, lutando pela democracia e por um sistema de saúde universal. “Tenho seis mandatos como deputado federal, além de vereador, deputado estadual e secretário estadual de Saúde, com ações edificadas em diversas cidades do Estado. Também abraço o terceiro setor, dando atenção a entidades que historicamente não receberam apoio político”, afirmou.
O parlamentar ainda recordou que o período da pandemia da Covid-19 foi um momento de grande exposição pessoal e familiar, mas também de orgulho. “Mato Grosso do Sul tornou-se referência nacional no enfrentamento da Covid-19 e na imunização, alcançando o primeiro lugar por oito meses. Isso foi possível devido à cooperação entre governo estadual, forças de segurança, secretarias, prefeituras, secretários de saúde e imprensa”, comentou.
Geraldo Resende também manifestou preocupação com o movimento anti-vacina e a anti-ciência, planejando propor projetos na Câmara dos Deputados para penalizar quem propaga desinformação. Sobre Campo Grande, o deputado federal expressa grande tristeza e preocupação com a falta de prioridade dada à saúde por parte da atual prefeita Adriane Lopes (PP).
“Em reuniões com a bancada e a prefeita, a pauta da saúde raramente é colocada como prioritária. Ela priorizou pavimentação asfáltica. Houve uma intervenção na saúde municipal, mas com a nomeação de pessoas sem formação ou domínio da área, resultando em uma gestão focada em cortes e mais cortes, em vez de investimento”, reclamou.
Para ele, apesar de iniciativas como “MS Mais Saúde, Menos Fila”, persistem filas monumentais para exames simples e cirurgias em Campo Grande. “A saúde deve ser vista como um investimento essencial para atender a população, e não como um setor para cortes. A bancada federal pode contribuir com equipamentos e medicamentos, desde que a gestão municipal apresente bons projetos”, avisou.
O deputado federal propôs um projeto para cirurgias de vasectomia e laqueadura, visando atender uma parcela da população que aguarda, mas ainda espera um projeto detalhado sobre hospital, médicos e equipamentos necessários. “Paralelamente à crítica, fiz intervenções diretas, como a destinação de R$ 1,5 milhão para a recuperação do Asilo São João Bosco, incluindo melhorias elétricas, hidráulicas, infraestrutura e instalação de energia fotovoltaica para reduzir custos”, revelou.
Ele ainda citou que está empenhado em ajudar a construir uma estrutura para o atendimento a autistas na Capital similar à que foi feita em Dourados, diante da “calamidade” da situação. Também contribui com emendas parlamentares para manter a FUNCRAF, entidade que realiza procedimentos para fissuras lábio-palatinas, garantindo cirurgias para crianças e evitando seu fechamento.
Assista a entrevista completa pelo link:







