A 2ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quarta-feira (25), o ex-deputado federal Edson Giroto (PL), que abordou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, fez críticas à administração pública atual, seus feitos passados e sua experiência pessoal com o sistema judicial.
“Hoje, os gestores adoram jogar a culpa nos outros ou no passado. Isso é coisa de incompetentes. Um secretário de obras deveria estar na rua, não em gabinete. Estou ouvindo apenas mentiras desde a administração do Alcides Bernal, especialmente sobre problemas antigos de Campo Grande”, afirmou.
Em resposta a uma pergunta sobre as enchentes persistentes na Capital, ele afirmou que, na gestão do ex-prefeito André Puccinelli (MDB), foi pavimentada a Avenida Rachid Neder e ela não inundava há 30 anos. “Essas enchentes atuais são fruto de uma construção em cima da nascente, que destruiu uma barragem que eu tinha feito quando fui secretário municipal de Obras”, afirmou, aconselhando a demolição dessa obra.
O ex-deputado federal destacou que a cidade cresceu de 450 mil para um milhão de habitantes desde quando foi secretário municipal e, por isso, o gestor precisa ser “dinâmico”, sair nas ruas e não ficar no gabinete.
“Fui secretário municipal por dez anos – oito com André e dois com o ex-prefeito Nelsinho Trad (PSD0 – e secretário estadual por oito anos – na gestão Puccinelli. Conheci todo o Estado, visitando municípios semanalmente, conversando com todos os prefeitos sem agenda marcada para entender suas necessidades e contribuir para o desenvolvimento das cidades”, recordou.
Edson Giroto confirmou a pré-candidatura a deputado federal pelo PL e projetou que o partido pode eleger dois e, possivelmente, três deputados federais em Mato Grosso do Sul, dependendo da chapa montada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda.
“Desejo sinceramente que o deputado federal Marcos Pollon permaneça no PL e, sobre a possibilidade das candidaturas do Pollon ao Senado e do deputado estadual João Henrique Catan ao Governo, respeito, pois acredito que eles têm esse direito, mas meu objetivo é a Câmara dos Deputados, onde posso ajudar mais o Estado e Campo Grande”, declarou.
Biografia
Ainda durante a entrevista, o ex-deputado federal revelou que iniciou a produção de uma biografia sobre sua trajetória, que está sendo escrita por Noêmia Frazão. “O livro abordará meus 18 anos como secretário e meu trabalho para mudar a história dos municípios e do Estado. Planejo lançar o livro em cada município, com a presença dos prefeitos ou ex-prefeitos mencionados na obra”, adiantou.
A respeito da sua experiência na prisão, ele descreveu o fato como uma tentativa de se autopromoverem em cima das costas dele e forçá-lo a delatar outras pessoas. “A solidão, a perda de referências, não ter visto meu pai antes dele morrer e ter perdido o nascimento dos netos são as minhas maiores frustrações”, lamentou.
Giroto completou ainda que a experiência na prisão o impulsionou a provar sua inocência e a valorizar amigos verdadeiros. “Acredito que mais de 20% dos presos poderiam ser recuperados, mas o sistema carece de justiça. Eu questiono a imparcialidade do STF (Supremo Tribunal Federal) e, especificamente, do ministro Alexandre de Moraes”, ressaltou.
Para o ex-parlamentar, como réu primário, não teve direito a recorrer à segunda instância, sendo mantido preso preventivamente sem revogação. “A situação de Alexandre de Moraes e da sua esposa no caso do Banco Master e a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que comprovou a falta de imparcialidade de um juiz na minha situação demonstram bem a atual situação do Poder Judiciário. O STF é justo? O Alexandre de Moraes é imparcial?”, questionou.
Questionado se uma renovação no Senado e na Câmara dos Deputados poderia mudar a atuação do STF, ele afirmou que o Senado é quem deve fazer esse tipo de análise. “Sou uma pessoa transparente e sem medo de expressar minhas opiniões e esperando que minhas palavras cheguem aos envolvidos do ministro”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:






