Entrevista com o ex-secretário Jaime Verruck, no Jornal da Top

Rede Top FM

A 1ª edição do programa Jornal da Top, O Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, nesta segunda-feira (4), entrevistando o ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Elias Verruck, que é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, e descreveu sua transição de uma carreira executiva e no setor privado para a política como um “grande desafio”, exigindo uma mudança significativa de perspectiva e postura.

Com uma trajetória marcada pela atuação técnica e pela passagem de quase uma década à frente de áreas estratégicas do governo estadual, ele detalhou sua visão sobre o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e os desafios que pretende enfrentar caso confirme candidatura à Câmara dos Deputados.

“Sou natural do Rio Grande do Sul e cheguei a Campo Grande ainda criança, aos 9 anos de idade, durante o período da divisão do Mato Grosso para a criação de Mato Grosso do Sul. Formado em Mato Grosso do Sul, também tive passagem acadêmica e profissional por São Paulo, antes de retornar ao Estado, onde atuei como professor universitário em instituições como a UCDB e a FGV”, recordou.

Jaime Verruck informou que a entrada na gestão pública ocorreu em 2015 a convite do então governador Reinaldo Azambuja (PL), com a missão de unificar áreas estratégicas como indústria, comércio, agricultura e meio ambiente. “Durante a minha gestão, o Estado enfrentou a crise econômica nacional de 2016 e 2017, adotando medidas de ajuste fiscal, incluindo aumento de impostos e redução da máquina administrativa”, lembrou.

De acordo com o pré-candidato a deputado federal, um dos principais resultados do período foi a mudança no perfil econômico do Estado. “Antes fortemente dependente da produção de commodities, como soja e pecuária, Mato Grosso do Sul passou por um processo de diversificação. Houve ampliação significativa das áreas de soja e milho, além da atração de indústrias ligadas à celulose, etanol de milho e processamento de carnes”, detalhou.

Esse conjunto de ações, conforme destacou, contribuiu para indicadores positivos, como a baixa taxa de desemprego — em torno de 2,4% — e aumento da renda média da população. Ele também reforçou a importância de planejamento de longo prazo, com visão de pelo menos dez anos para consolidar o crescimento.

No campo político, o ex-secretário passou por diferentes siglas recentemente. “Após filiação ao PSD, migrei para o PP a convite do governador Eduardo Riedel (PP) e da senadora Tereza Cristina (PP). Em seguida, durante a janela partidária, optei pelo Republicanos, com o objetivo de compor uma chapa considerada mais competitiva para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados”, relatou.

Caso eleito, Verruck afirma que pretende priorizar pautas voltadas à infraestrutura e logística, especialmente concessões federais em ferrovias e hidrovias. “A meta é ampliar a competitividade do Estado e contribuir para que o Brasil avance de exportador de commodities para fornecedor de produtos com maior valor agregado”, assegurou.

Outro eixo central de atuação seria a bioenergia, setor no qual Mato Grosso do Sul já possui destaque nacional, além da agenda ambiental. “Nesse ponto, defendo a implementação efetiva do Código Florestal e de novas legislações ambientais, com foco na transição energética e na sustentabilidade”, afirmou.

Durante a entrevista, ele também abordou a meta estadual de se tornar carbono neutro até 2030, estabelecida em 2016. “O Estado já tem avanços significativos, como programas de pagamento por serviços ambientais, expansão da base florestal e controle rigoroso das emissões industriais. Mais de 600 empresas instaladas no Estado apresentam inventários de carbono ao Imasul, indicando que o setor industrial sul-mato-grossense já opera, de forma agregada, com emissões negativas — cenário considerado único no país”, argumentou.

Ao refletir sobre sua trajetória, Verruck afirmou que sempre buscou atuar como o servidor público que gostaria de encontrar, valorizando a construção de equipes técnicas qualificadas. “Também reconheço ter um perfil predominantemente técnico, mas avalio que há espaço para esse tipo de atuação na política, desde que aliado à capacidade de articulação”, pontuou.

O ex-secretário citou o governador Eduardo Riedel como exemplo de gestor técnico bem-sucedido na política e ressaltou que sua eventual campanha contará com apoio de lideranças como Reinaldo Azambuja e Tereza Cristina. Por fim, ele afirmou que, caso eleito, pretende manter foco em propostas práticas para melhorar a vida da população, com compromisso de dedicação ao Estado, reconhecendo os desafios e a possibilidade de acertos e erros ao longo do mandato.

Assista a entrevista completa pelo link:

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também