A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana, entrevistando, nesta segunda-feira (29), o médico urologista Henrique Coelho, que desmistificou a abrangência de sua especialidade e discutiu tópicos importantes, como reposição hormonal, emagrecimento e estética íntima.
“A urologia não é exclusiva para homens. Apesar de ter um público majoritariamente masculino, entre 55 e 60%, o urologista cuida de pessoas, abordando todas as suas questões de saúde de forma holística, e não apenas órgãos específicos ou gêneros”, ressaltou.
Sobre reposição hormonal, ele disse que o principal desafio é o excesso e a divergência de informações. “Há um lado contra baseado em conhecimentos antigos, quando havia mais tabu e medo. Atualmente, quando bem feita, acompanhada, com níveis e formas corretas, a reposição hormonal é benéfica para homens e mulheres. Existem exageros em ambos os lados do debate”, apontou.
Para o urologista, não há uma idade fixa. “A avaliação é parte da rotina médica periódica. Historicamente, a redução hormonal masculina era observada após os 60 anos, mas hoje é comum em pessoas de 50, 40, 30 e poucos anos, e raramente até mesmo abaixo dos 30”, alertou, completando que essa mudança é atribuída à piora da qualidade de vida, alimentação, sedentarismo e mudanças sociais que levam ao adoecimento precoce.
A respeito do emagrecimento, Henrique Coelho detalhou que o uso de medicamentos sem orientação leva à perda de peso temporária, mas o ganho posterior anula os benefícios e pode ser prejudicial. “Dietas restritivas extremas, como ficar sem comer ou comer apenas uma vez ao dia. Este é um padrão comum entre pessoas obesas, enquanto indivíduos magros tendem a comer várias vezes ao dia”, enumerou.
Estética Íntima
Também na entrevista o urologista tratou sobre a procura por soluções estética para área íntima, principalmente por aquelas pessoas que lidam com desconfortos ou insatisfações por toda a vida. “Historicamente, não havia recursos ou informações disponíveis para reverter essas questões, o que mudou com o avanço da medicina”, revelou.
O médico pontuou que ainda existe um tabu significativo em torno da estética íntima masculina, mas muitos homens procuram ajuda por motivos como desconforto ou questões de autoestima. “Um receio comum é que procedimentos na região genital possam interferir na função sexual ou urinária. É possível dissipar esses medos, garantindo que a função não será comprometida”, assegurou.
Henrique Coelho ainda falou sobre a importância da busca por ajuda. “Quero enfatizar que homens com queixas sobre o órgão genital (seja tamanho, inflamação, irritação) devem procurar um profissional, pois muitas vezes o problema não é o que se imagina (ex: excesso de peso mascarando o tamanho real) e a solução pode melhorar a autoestima”, projetou.
A moderação e a individualização são cruciais para qualquer tratamento, especialmente o hormonal. O médico deve avaliar as queixas do paciente, sua situação geral e exames laboratoriais (níveis hormonais e outros órgãos) e é fundamental que o paciente saiba o que esperar e o que não esperar da terapia hormonal para evitar frustrações, desmistificando ideias como a de que a testosterona é uma “molécula mágica” para ganho muscular.
Assista a entrevista completa pelo link:






