Nesta quarta-feira (19), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o pré-candidato a governador pelo PSOL, Lucien Rezende, que abordou sua trajetória política, a fundação do partido e sua experiência na administração pública.
“Com mais de 20 anos de militância, eu participei da fundação do PSOL, pois sentia a necessidade de um novo caminho político e ela surgiu durante o primeiro mandato do presidente Lula (PT). Ocorreu após a Reforma da Previdência, quando parlamentares que discordavam da Heloísa Helena e da Luciana Genro foram convidados a sair do PT. O PSOL nasceu desse movimento, impulsionado pela defesa das minorias, em particular, dos aposentados na época”, recordou.
Ele disse que, como pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul, tem uma vasta bagagem, que inclui militância comunitária e experiência como secretário municipal de Agricultura Familiar de Ribas do Rio Pardo, onde o ex-prefeito era do PSOL.
“Me considero sua experiência gratificante, somando conhecimentos sobre o estado e os municípios. Acredito que ter ocupado um cargo público oferece uma perspectiva importante sobre as dificuldades de administrar e a falta de vontade política que muitas vezes observo”, afirmou.
Na opinião de Lucien Rezende, o Brasil vive uma forte polarização entre esquerda e direita, diferente do antigo PT versus PSDB. “Mato Grosso do Sul é um estado conservador, fortemente ligado ao agronegócio, o que torna difícil a aceitação de propostas de centro-esquerda, mas encaro esse desafio como uma oportunidade para usar espaços de diálogo, como a Top FM, para apresentar propostas e as diferenças da oposição”, argumentou.
O pré-candidato ainda completou que acredita que a oposição é saudável e necessária para debater temas cruciais como agricultura familiar, saúde, educação e segurança. “Pretendendo levar ao conhecimento da população as mazelas e promessas não cumpridas do governo estadual, incentivando a reflexão sobre seus votos”, assegurou, criticando a forte resistência da bancada do agro no Congresso Nacional, o que dificulta a destinação de recursos para a reforma agrária.
Ele recordou que já disputou cargos de vereador e senador e, agora, se apresenta como pré-candidato a governador. “Sou de esquerda e defensor das minorias. Minha experiência e vivência acumularam muito desde as minhas candidaturas em 2008 e 2014, resultando em um maior entendimento político. Enxergo uma grande avenida para a política de esquerda em Mato Grosso do Sul, apesar da polarização do nós contra eles”, finalizou.
Assista a entrevista completa pelo link:






